Computador e celular são apreendidos em Piracicaba durante operação internacional “Luz na Infância”

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Policiais civis da Deic de Piracicaba participaram da operação (Divulgação)

Policiais civis da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) e do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) localizaram computadores e celulares durante os cumprimentos de mandados de busca e apreensão em Piracicaba. A ação faz parte da sétima edição da Operação internacional “Luz na Infância” e coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, nesta sexta-feira (06). O objetivo é identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet.  Segundo a polícia,  os alvos investigados em Piracicaba acessavam os sites de pedófilos, mas não armazenavam as fotos. Ninguém foi preso. Na região, um aposentado de 67 anos, foi preso, pelos policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Americana. Na casa do investigado, em Sumaré, os policiais encontraram imagens de pornografia infantil em seus aparelhos. Ele foi liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 5 mil. Em Santa Bárbara d’Oeste, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão, mas nada foi localizado.

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“Os alvos investigados em Piracicaba acessavam os sites de pedófilos, mas não armazenavam as fotos”, disse o delegado divisionário da Deic, Wilson Lavorenti. Os mandados foram cumpridos pelas equipes do GOE (Grupo de Operações Especiais) e UIP (Unidade de Inteligência Policial.

O Ministério da Justiça informou que a operação cumpriu, no total, 137 mandados de busca e apreensão, no Brasil e em mais quatro países: Argentina, Estados Unidos, Panamá e Paraguai. A ação conta com a participação da Polícia Civil de 10 estados (Alagoas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) , além de agentes de aplicação da lei dos outros quatro países envolvidos.

A Operação Luz na Infância 7 conta com a colaboração da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio da Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega em Brasília (US Immigration and Customs Enforcement-ICE). Nos Estados Unidos, as medidas estão sendo cumpridas pelos escritórios da HSI nas cidades de Knoxville, Nashville, Dallas, Raleigh e Pittsburgh.

LEGISLAÇÃO

O Ministério da Justiça enfatizou ainda que no Brasil, a pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão, de três a seis anos pelo compartilhamento e de quatro a oito anos de prisão pela produção de conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.

Mais informações em breve ou nas edições impressa e digital do Jornal de Piracicaba.

Cristiani Azanha

[email protected]

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