Mais de 50kg de drogas foram apreendidas (Divulgação)

Policiais civis da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) descobriram o primeiro laboratório de skunk (supermaconha na região, em Piracicaba. O entorpecente era cultivado em estufa, numa residência de alto padrão, no bairro Nova Piracicaba. O local contava com sistema de última geração em iluminação, ar condicionado, umidificador, além de isolamento dos cômodos para conter o forte odor da droga. Foram apreendidos mais de 50kg do entorpecente, diversos galões de fertilizantes, sementes da droga, máquina de embalar plástico a vácuo, notebook, celular, balança de precisão e um veículo Nissan Livina. A Polícia Civil estima que a droga apreendida está avaliada em R$ 400 mil.

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O delegado divisionário da Deic, Wilson Lavorenti disse que a casa foi alugada exclusivamente para realizarem a estufa da droga. “Não havia cerca elétrica ou outro sistema de segurança para não levantarem nenhuma suspeita. Esporadicamente, uma pessoa ia até ao imóvel para realizar os cuidados necessários”, disse o delegado.

Local tinha iluminação artificial (Divulgação)

De acordo com a Polícia Civil, no último sábado (10), os policiais estiveram no imóvel, onde um homem de 37 anos, que é proprietário de um estabelecimento noturno de Piracicaba, foi detido. No interior da casa, os policiais apreenderam mais de 460 vasos já semeados, os quais ainda não haviam brotado a planta. Em um quarto cômodo, foram localizados outros 171 vasos  germinados e com plantas já cultivadas. No interior da geladeira foram encontrados vários sacos contendo entorpecente colhido e esfarelado – o qual o acusado informalmente esclareceu que seria usado para fazer haxixe (droga ainda mais forte e com maior valor comercial). Também foram localizados vários galões de fertilizantes específicos para o plantio de cannabis (maconha).

Droga está avaliada em R$ 400 mil (Divulgação)

A polícia ressaltou que cada grama da skunk custa R$ 50, e cada quilo é comercializado entre R$ 40 a R$ 50 mil.

A ação foi realizada pelas equipes da Dise (Delegacia de Investigações Gerais), DIG (Delegacia de Investigações Gerais), DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

Sementes foram importadas (Divulgação)

Segundo Lavorenti, o trabalho de investigação só está começando, pois certamente o esquema conta com a participação de mais pessoas. ​

Cristiani Azanha

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