Dengue cai 75% durante a pandemia de covid-19

Previsão era de que a cidade ‘explodisse’ em casos em 2020 (Foto: Amanda Vieira/JP)

O número de casos positivos de dengue em Piracicaba caiu 75% no comparativo entre o primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2019. A redução contribuiu para eliminar o risco de uma epidemia da doença, o que era previsto desde o ano passado pelo PMCA (Programa Municipal de Combate ao Aedes).

De acordo com os números fornecidos pela Secretaria de Saúde do município, nos seis primeiros meses deste ano foram 980 casos positivos ante os 3.937 diagnósticos só nos primeiros seis meses de 2019.

“Não existe mais risco de epidemia, no momento estamos no inverno e as temperaturas baixas diminuem em muito a reprodução do Aedes”, explicou o coordenador do programa municipal, Sebastião Amaral Campos, descartando que a cidade enfrente outra epidemia, como ocorreu no ano passado.

Apesar de a situação mais confortável, o PMCA procura intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti à medida que contabiliza novos casos.
Houve o reforço das atividades de enfrentamento ao mosquito, que também transmite a zika e chikungunya, nos meses de março, abril e maio, período em que ocorre historicamente maior incidência de casos, devido as temperaturas altas e chuvas, venário que contribui para a proliferação do vetor.

As ações de rotina são intensificadas, entre elas, visitas em domicílios, entradas forçadas em imóveis fechados para retirada de criadouros, arrastões e mutirões.

O coordenador do PMCA explicou que o trabalho de orientação e combate se dá também em sintonia com a Vigilância Epidemiológica. “Sempre que temos notificações ou confirmações de casos de dengue, atuamos preventivamente para evitar novos casos”, explicou.

PANDEMIA
Na avaliação de Campos, a situação causada pela pandemia de covid-19, pode ter contribuído de maneira positiva para os cuidados da população com relação a proliferação do mosquito transmissor da dengue.


“Possivelmente tem influencia sim , pois , as pessoas ficaram mais tempo em casa. Acredito que limparam melhor suas casas e, consequentemente, retiraram uma quantidade de criadouros do mosquito Aedes aegypti maior e, portanto, foi diminuída a proliferação de larvas “, apontou.