Dengue: Piracicaba tem queda de 76% nos casos da doença

Foto: Amanda Vieira/JP

Os casos de dengue em Piracicaba tiveram queda de 76%, se comparadas as 19 primeiras semanas deste ano com o mesmo período de 2019. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, a cidade registrou até agora, neste ano, 710 casos da doença. No ano passado, haviam sido 2.984.

Por outro lado, se comparar o cenário da doença na cidade apenas neste ano, em seis semanas os casos mais que dobraram. Na 13a semana de 2020, no final de março, a Secretaria Municipal de Saúde contabilizava 334 casos de dengue no município. Agora, no começo de maio, já são 710 casos. Um aumento de 112,5%.




O vírus da dengue é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, o mesmo vetor das doenças zika e chikungunya. A principal prevenção da doença é combater a proliferação do mosquito ao não deixar água parada.

O médico Moisés Taglieta, da Vigilância Epidemiológica de Piracicaba, lembra da necessidade de eliminar possíveis objetos que possam acumular água dentro de casa, principalmente, usar repelente e inseticidas. “Esse é um mosquito de hábito doméstico, então a gente tem que ter esse cuidado o tempo todo, não é só tirar a água do platinho da planta, mas qualquer local que possa vir acumular água deve ser eliminado, inclusive a limpeza das calhas”, alerta Taglieta.

Entre os sintomas da dengue estão febre alta, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo. O tratamento é feito para amenizar os sintomas e visando manter o paciente hidratado. Não há vacina para a prevenção. “Eu sou um otimista em relação à vacina, acho que ela vai existir, que a gente vai conseguir chegar lá, mas não vejo isso para um futuro próximo para a próxima temporada de dengue. Então a gente tem que continuar mesmo fazendo cada um a sua parte”, lembra o médico.