Dengue tipo 2: Saúde registra dois casos em Piracicaba

Fehoesp faz alerta para tipo 2 da dengue: evitar criadouros ajuda na prevenção

Apesar de a Fehoesp (Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo) alertar prontos-socorros, clínicas e hospitais de todo o Estado para os sintomas do sorotipo 2 da dengue e informar que o vírus foi detectado em 19 cidades paulistas, incluindo Piracicaba, a Secretaria de Saúde do município informou que registrou dois casos positivos de dengue neste primeiro mês do ano. De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, ainda não há o resultado da sorologia dos casos, que é realizada no instituto Adolfo Lutz, na Capital. Com isso, não há registro – até o momento – na cidade de nenhum caso de dengue tipo 2.

A doença está relacionada à superposição do vírus e o tipo 2 ocorre quando circula um novo sorotipo do vírus, no caso o 2, e pode ter uma evolução para maior gravidade ao paciente que já teve dengue.

De acordo com a Fehoesp o vírus tipo 2 da dengue foi detectado nos 19 municípios paulistas e colocou o Estado em alerta. Desde 2016, apenas o sorotipo um da dengue circulava em São Paulo. O sorotipo 2 foi detectado em Andradina, Araraquara, Barretos, Bauru, Bebedouro, Catanduva, Espírito Santo do Pinhal, Indiaporã, Ipiguá, Itajobi, Mirassol, Pereira Barreto, Piracicaba, Pirangi, Ribeirão Preto, Santo Antônio de Posse, São José do Rio Preto, Uchoa e Vista Alegre do Alto.

Segundo o presidente da federação, o médico Yussif Ali Mere Jr., pessoas infectadas por sorotipos diferentes em um período de seis meses a três anos podem ter uma evolução para formas mais graves da doença.

A Fehoesp enviou comunicado alertando para os sintomas da dengue tipo 2 para mais de 430 hospitais privados do Estado, mais de 70 serviços de urgência e emergência e cerca de nove mil clínicas médicas.

SATISFATÓRIA

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Saúde informou que o município se encontra em uma situação satisfatória em relação ao monitoramento dos casos de dengue no Estado de São Paulo, conforme o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti de 2018, apresentado em dezembro pelo Ministério da Saúde.

A pasta informou que periodicamente são realizadas campanhas de conscientização com a população pelas equipes do Plano Municipal de Combate ao Aedes, bem como retirada de materiais inservíveis e criadouros do mosquito.

De acordo com Sebastião Amaral Campos, o Tom, coordenador do PMCA, a cidade segue uma rotina rigorosa de ações de combate ao Aedes de janeiro a dezembro

(Beto Silva)