Dermatologista comenta erros comuns ao usar protetor solar

Charming woman in stylish swimsuit putting tanning cream on her face, sunbathing on the beach. Healthcare. Água foto criado por freepic.diller - br.freepik.com

43º C é uma temperatura geralmente típica de desertos, mas estava registrada em um termômetro de rua do extremo sul de São Paulo no início de outubro. Mas, o fenômeno das altas temperaturas não foi exclusividade do extremo sul paulista. O Brasil inteiro passa por uma onda de calor acima da média. Recordes de temperaturas foram quebrados e o verão promete chegar ainda mais quente e com muito sol.
Dra. Maria Paula Del Nero dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia ( CRM-SP: 74.594 / RQE: 103.535) alerta para os cuidados com a pele e principalmente os cuidados com a aplicação do protetor solar.

Não reaplicar, usar produto vencido, ignorar algumas partes do corpo. Conheça os tropeços mais comuns ao usar o filtro, a forma certa de passar o cosmético e prevenir o câncer de pele:
A chegada do verão é a temporada mais “perigosa” para a pele. A médica dermatologista Dra. Maria Paula Del Nero Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, lembra que muita gente comete erros no uso do protetor solar por não saber como utilizá-lo corretamente no dia a dia. Ela lista os sete equívocos mais comuns e como evita-los. Confira:
Quantidade insuficiente do produto: “para que a proteção seja efetiva, é preciso aplicar a quantidade correta de protetor solar no corpo e no rosto. Para o corpo, costumamos indicar o equivalente a três colheres de sopa. No rosto, uma colher de café é suficiente”, orienta.
Aplicar o protetor solar apenas na parte da manhã: pode-se começar o dia com essa rotina de aplicação, mas o produto deve ser reaplicado a cada três horas ou quando houver sudorese intensa, banhos de mar ou piscina. “Mesmo quem está em ambiente fechado e climatizado deve reaplicar o protetor solar a cada 12 horas”, diz a médica.
Não passar no corpo porque está coberto com roupa: Dra. Maria Paula conta que os trajes são uma barreira física de proteção contra o sol, mas não são 100% eficazes. “Se houver exposição solar, as pessoas precisam passar o protetor solar no corpo mesmo assim. Sempre indicamos que o produto seja utilizado embaixo de biquínis e maiôs, por exemplo, pois os raios UV são capazes de penetrar na fibra dos tecidos e prejudicar a pele.”
Não passar o produto por ficar em ambiente fechado: a médica orienta o uso de protetores solares que agem contra a luz visível, pois o corpo sofre fotoenvelhecimento também em locais fechados. “A iluminação de aparelhos eletrônicos, como computadores, tablets e celulares também pode acelerar o envelhecimento da pele”, conta.
Descuidar na atividade física: quem se exercita ao ar livre precisa de um produto mais aderente à pele, que não saia com a transpiração. “O ideal são os protetores infantis ou específicos para esportes. Eles são resistentes à água e não escorrem nos olhos”, ensina Dra. Maria Paula.
Não levar em conta o tipo de pele: isso tem a ver com a durabilidade do produto sobre a cútis e também sobre a saúde do órgão. Peles oleosas, por exemplo, devem usar como veículo de proteção o gel ou sérum; as mistas, o gel creme e, as secas, os protetores em creme.
Usar só em dia de sol: esse erro é bastante comum e costuma render queimaduras feias nos banhistas. É que os raios nocivos atuam mesmo em dias nublados. O indicado, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, é o uso de Fator de Proteção Solar (FSP) 30, no mínimo, diariamente.
“Pelo fato de vivermos em um país tropical, o câncer de pele é o mais comum no Brasil e pode ser fatal. É preciso conscientização sobre o uso do protetor solar como forma de prevenção desde a infância até a terceira idade”, conclui a médica.

Da Redação

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