Desentendimento entre vereador e assessor vira caso de polícia

Foto: Claudinho Coradini/JP

Fato ocorreu no sábado durante manifestação contra o governo do presidente Jair Bolsonaro

Desentendimento entre um vereador e um assessor parlamentar, no último sábado (24), na praça José Bonifácio, no Centro de Piracicaba, virou caso de polícia e resultou no pedido de quebra de decoro parlamentar. O fato ocorreu durante uma manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em vídeos que circulam pelas redes sociais, o vereador Fabrício Polezi (Patriotas) e o assessor parlamentar e dirigente sindical José Osmir Bertazzoni são vistos trocando ofensas verbais.

Polezi disse que foi ofendido, caluniado e ameaçado pelo assessor parlamentar. “Osmir é um perseguidor e caluniador que gosta de fazer ameaças e insultos à minha pessoa, não é de hoje que essas coisas vêm acontecendo e ao meu ver isso já passou de todos os limites aceitáveis”, afirmou.

O vereador disse que registrou um B.O (boletim de ocorrência) contra Bertazzoni por calúnia, injúria, difamação e ameaça e protocolou um oficio à presidência da Câmara Municipal com uma representação legal contra o assessor.

QUEBRA DE DECORO
Bertazzoni disse que o vereador foi à manifestação acompanhando de um grupo de aliados e passou a atacar e ameaçar os manifestantes. “Em todo trajeto seus aliados seguiram agredindo à passeata pacífica, e como não obtiveram respostas dos manifestantes que os ignoraram, ele próprio passou a atacar os manifestantes, proferindo impropérios contra os que ali estavam, grupo composto por trabalhadores, mulheres e crianças o que assustou sobremaneira principalmente as mulheres e crianças”, contou.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Piracicaba, entidade da qual Bertazzoni é dirigente, protocolou pedido de quebra de decoro parlamentar contra Polezi e uma representação à Comissão de Ética da Câmara de Vereadores pedindo providências.

“Bertazzoni é idoso e como tal protegido pelo estatuto próprio, sofre de problemas de saúde e no final da passeata já não tinha mais energia, o máximo que pode fazer para proteger os demais manifestantes foi agir como escudo e enfrentar e responder as ofensas e agressões”, informou o sindicato. A presidência da Câmara Municipal de Piracicaba informou ontem que recebeu a solicitação do vereador Fabrício Polezzi, na tarde desta segunda-feira (26). Segundo a Casa, a documentação foi enviada para análise do Departamento Jurídico e de Transparência para que seja emitido parecer.

Beto Silva
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