“Desmanchar e fazer outro”, diz entregadora sobre asfalto

Qualidade do asfalto na cidade apresenta sérios problemas não apenas em trechos de grande circulação. /Foto: Amanda Vieira/JP.

Profissionais que pilotam motos e dirigem veículos pelas ruas e avenidas de Piracicaba conhecem bem os problemas do asfalto na cidade. A precariedade apontada por eles não se resume a uma ou mais vias e sim a bairros de várias regiões. Há 15 dias a motoqueira Larissa Lopes Angeloti sentiu na pele e no bolso o resultado da falta de manutenção. Ela contou que, após as fortes chuvas que atingiram a cidade, passava pela avenida Professor Alberto Vollet Sachs quando sofreu uma queda.

Larissa disse que não sofreu ferimentos, mas uma das rodas da motocicleta entortou e foi preciso desembolsar R$ 180 para o conserto. A quantia, segundo ela, equivale a quase dois dias de trabalho como entregadora.

“Graças a Deus não cheguei a machucar, mas é constante a gente que está nas entregas ter prejuízos por conta disso”, apontou.

Segundo ela, o problema é visível em toda a cidade, porém citou ruas dos bairros Vila Rezende, Bairro Alto, Jardim Elite e também nos bairros distantes do Centro, como Santa Teresinha, Planalto e São Jorge.

Para Larissa, a saída para resolver o problema seria ‘desmanchar todo o asfalto da cidade e fazer outro’. “A gente tenta desviar mas acaba caindo em outro”, afirmou.

Menos perigoso e não menos cansativo do que a atividade de entregador, os motoristas de aplicativo também convivem e trabalham no trânsito em Piracicaba.

Além do asfalto esburacado, o motorista Felipe Silva apontou as lombadas sem sinalização adequada e valetas em desnível. Ele aponta os bairros santa Teresinha, vilas Sônia e Cristina, Monte Líbano e Vila Rezende como os piores bairros com relação a asfalto.

OUTRO LADO

A Secretaria Municipal de Obras informou que está vigente o contrato de tapa-buraco e o de recuperação profunda e estrutural vigente. “Devido à situação econômica que assola o país, mais agravada ainda neste ano por conta da pandemia do coronavírus, ainda não foi possível investimentos para uma recuperação maior (recapeamento)”, informou a pasta.

De qualquer maneira, informou a secretaria, as operações de tapa-buraco vêm acontecendo ‘sistematicamente’ por toda cidade. “Neste ano, já foram utilizadas 8.000 toneladas de massa asfáltica na operação tapa-buraco. O investimento foi de R$ 3,2 milhões”, acrescentou.

Beto Silva
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2 COMENTÁRIOS

  1. a porcaria de asfalto feito em piracicaba quem roda na cidade sabe, so nao sabe os governantes os vereadores que representa o povo tantas obras mal feitas de moto ainda mais perigoso caso de acidente devido pavimentacao deviria fazer boletim de o correncia contra os governantes nao para prefeitura dinheiro da prefeitura é do povo ,vereadores e prefeito tem trabalbar para o povo

  2. “Devido à situação econômica que assola o país, mais agravada ainda neste ano por conta da pandemia do coronavírus, ainda não foi possível investimentos para uma recuperação maior (recapeamento)” e quanto ao ano passado e anteriores? A prioridade era encher os bolsos e não cuidar da cidade como deveria, basta ver o posto de saúde da vila Sônia, só desvio de verba superfaturamento

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