Devaneios sobre limites

A medida do amor é amar sem limite” (Santo Agostinho)

Para o ser humano é muito palpável o limite relacionado com seu espaço geográfico, paisagem e território.

Habitamos em um determinado meio ambiente, que se relaciona com outros. O conceito de lugar está ligado aos espaços, que nos são familiares e fazem parte de nossa vida. Ao conjunto de espaços, marcados por diferentes naturezas, que passaram por sucessivos processos históricos, denominamos espaço geográfico, nos quais habitam diferentes povos.

Sob esse prisma, a nacionalidade de qualquer pessoa é mero acaso, portanto não faz sentido a discriminação e a xenofobia.

A representação visível de vários aspectos do espaço geográfico chama-se paisagem (a porção do lugar que podemos ver). Nela estão inseridos elementos naturais (relevo, vegetação, clima, rios) e os elementos humanos e culturais, que, geralmente, diferem de um lugar para outro, embora, com a globalização esteja em marcha uma uniformização.

Os grandes avanços científicos alcançados pelo homem proporcionaram-lhe condições de intervir espantosamente no meio ambiente, modificando a maioria das paisagens terrestres. Enormes montanhas, distâncias e dificuldades de comunicações, deixaram de ser obstáculos.

Esses avanços tecnológicos, porém, não foram suficientes para desmistificar conceitos indefensáveis quanto à ideia de fronteiras, territórios e territorialidade. Ideias essas enraizadas desde tempos imemoriais que “dividem povos, separam nações e distanciam culturas”. Essas barreiras imaginárias já foram cenários de batalhas sangrentas, nas quais pessoas se digladiaram com o único objetivo de ampliar o domínio geográfico de seus países.

Geograficamente falando, o Universo é o que extrapola todos os limites conhecidos, pois abarca tudo o que existe fisicamente, a totalidade do espaço e tempo e de todas as formas matéria e energia.

Ptolomeu colocou a Terra como centro do Universo, e houve época em que, ao discordar dessa tese, corria-se o risco de ser condenado à morte.

Copérnico conseguiu demonstrar que, na realidade, a Terra girava em torno do Sol e ele passou a ser o centro do Universo.

Para nós, olhar a imensidão do céu, as incontáveis estrelas, ou mesmo, aqui em nosso planeta, a grandiosidade das montanhas, do mar, das florestas, tira-nos a noção de limite.

Para nos apequenar ainda mais, as recentes observações astronômicas afirmam que nosso Universo está em acelerada expansão e, não se pode saber se a dimensão do espaço sideral é finita ou infinita, além de garantir a existência de outros Universos.

Para se viver em sociedade é necessário obedecer a regras, pois o comportamento humano nunca é totalmente previsível. Vários fatores influenciam a maneira de agir das pessoas: biológicos, fisiológicos, ambientais, socioeconômicos, antropológicos, culturais e psicológicos.

O ideal seria conseguir uma justiça que se empenhe em corrigir o transgressor, eliminar sua deficiência, não apenas puni-lo. Mas, em um país que não consegue fornecer boa educação, saúde e segurança, enquanto deixa livres homens públicos comprovadamente prevaricadores.

Após todas estas informações, a mais preciosa é a que em nossa vida é a frase de Santo Agostinho no início: “A medida do amor é o amor sem limite”.

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