Dez moradias populares passam por situação de vulnerabilidade

Foto: Claudinho Coradini/JP

Moradores pedem ação do Poder Público no combate ao tráfico e violência a menores de idade

Dez conjuntos habitacionais estão sofrendo com vulnerabilidade social e problemas de segurança – como casos de violações de direitos de crianças e adolescentes. Os problemas estão acontecendo em moradias populares como o Piracicaba 3, Ipê Amarelo e Vida Nova 1, 2, 3 e 4. Prefeitura e o gabinete da vereadora Silvia Morales (PV) alinhavaram uma força-tarefa para tentar solucionar os problemas. As informações são da assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Piracicaba.


Os representantes dos moradores expuseram situações de vulnerabilidade social verificadas em dez empreendimentos na região, como adolescentes com riscos de serem aliciados e explorados pelo crime organizado e tráfico de entorpecentes; apartamentos vazios sendo invadidos para uso de drogas ilícitas; e registros recorrentes de violência doméstica contra mulheres. Eles também informaram casos de animais abandonados nos arredores dos condomínios e defendeu a necessidade de trabalhos de prevenção e combate à covid-19.

O grupo relatou aos representantes do Poder Público que, nesses locais, há “baixo acompanhamento efetivo” dos Conselhos Tutelares, falta de presença mais constante dos órgãos de proteção social e da Polícia Militar nos arredores dos conjuntos habitacionais e dificuldade no atendimento e na prestação de serviços da Caixa Econômica Federal e da Emdhap.

SOLUÇÕES
Um plano de ação para a execução de diversas medidas foi proposto, o qual inclui: realização de palestras e ações pelo Conselho Tutelar e serviços socioassistenciais em conjunto com o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente; cursos de capacitação para os síndicos dos condomínios; e promoção de projetos sociais, esportivos e culturais dentro dos condomínios.

A partir das ações previstas, uma nova reunião está programada para dezembro a fim de avaliar os resultados das medidas propostas.

O plano também indica ações informativas e preventivas sobre a covid-19; apoio aos moradores para a apresentação de denúncias de crimes e violações; permissão de atuação da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar dentro dos condomínios; e criação do Grupo Institucional do Poder Público.

As propostas englobam, ainda, o fortalecimento das ações individuais e coletivas por parte de moradores, síndicos e profissionais de atendimento à população para lidar com as situações de violação de direitos; a implementação do boletim de ocorrência social; a criação de redes de apoio entre os moradores para o fortalecimento de vínculos e apoio de cada localidade; e a realização de levantamento sobre os recursos destinados para oficinas, formações e programas sociais.

Entretanto, após quase dez dias da reunião entre representantes dos conjuntos habitacionais e Pode Público, o morador e comerciante Rodrigo Rodrigues, 28, afirma que nenhuma mudança foi perceptível na região. “Há princípio, não senti nenhuma melhoria. É necessário ser resolvida a parte de iluminação e recapeamento, tem bastante coisa a ser feita ainda.”

Cristiane Bonin
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