Dezembro Laranja: Verão requer cuidados extras com exposição diária ao sol

Emerson fez retirada de última mancha há 2 anos | Amanda Vieira/JP

Atualizada em 21 de dezembro, às 12h10

Com a chegada do verão, a exposição diária ao sol precisa ter atenção redobrada para a prevenção do câncer de pele, usando filtro solar e evitando o período entre às 10h e 16h. No mundo, esse tipo de câncer é o mais recorrente. Por isso, a campanha dezembro laranja visa conscientizar a população sobre essa doença.


De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), a estimativa de novos casos de câncer de pele não melanoma (mais comum e com menor mortalidade) em 2020 é de 177 mil, com aproximadamente 2 mil mortes. E o melanoma (com menor incidência, porém mais perigoso), 8.450 casos, com 1.791 mortes.


Foi com o tipo de câncer de pele mais perigoso que o emergencista Emerson Cristiano Tibério foi diagnosticado em 2010. Há dois anos ainda fez a retirada de uma mancha. Tudo começou quando procurou uma dermatologista para retirar algumas verrugas pequenas do rosto, por questão estética, mas a profissional encontrou uma mancha irregular no seu ombro e resolveu investigar. No processo, outras manchas foram encontradas nos braços e costas.

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“Não queria demonstrar à minha família a preocupação que eu tinha, mas estava estampado em meu rosto a tristeza de saber do diagnóstico”, lembra. Nesse processo, recebeu força e apoio da família e hoje faz acompanhamento médico de seis em seis meses. “Fico muito contente por não ter passado pelos procedimentos de radioterapia e quimioterapia. Mas continuo sempre atento e verificando constantemente meu corpo quanto à presença de alguma pinta ou mancha que possa ser tal doença”, comenta.


Diferente de Emerson, não é a maioria que tem um diagnóstico no início da doença. “O câncer de pele é um tumor mais negligenciado. As pessoas costumam não valorizar aquela manchinha na pele. O diagnóstico tardio no Brasil é ainda muito comum”, conta a cirurgiã de cabeça e pescoço Letícia de Franceshi, do HFC (Hospital dos Fornecedores de Cana).

A médica menciona alguns sinais que devem ser observados. “Lesões com coceira, ardência, descamações e até sangramento. Quando se tornam feridas e não cicatrizam”, relata. Letícia lembra ainda da regra do ABCDE: mancha com assimetria; borda irregular; múltiplas cores ou lesão enegrecida; diâmetro (quanto maior, eleva-se o risco); e a evolução acelerada.


O cirurgião plástico do HFC, Matheus Masson, lembra que existem alguns fatores de risco para o câncer de pele, como a exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida, episódios de queimadura solar, além de que as pessoas com peles mais claras e com histórico na família são mais propensas à doença. “O autoexame frequente facilita o diagnóstico e tratamento precoces. Ao notar algum dos sintomas, procure um médico especialista”, orienta.

Andressa Mota | [email protected]

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