Dia Mundial do Meio Ambiente: É preciso fazer as pazes com o planeta

Foto: Pexels

Luciano Almeida é prefeito de Piracicaba e Presidente dos Comitês PCJ

Quase meio século depois da primeira Semana Mundial do Meio Ambiente, celebrada em 1974, o dia 5 de junho é o maior evento anual das Nações Unidas para sensibilizar e promover a ação ambiental e a necessidade de proteger o planeta. O tema deste ano se concentrará na restauração de ecossistemas e na urgência de todos fazerem as pazes com o meio ambiente
.
Sim, é urgente fazermos as pazes com o planeta, pois estamos enfrentando crises que se mostram de forma aguda e temos que olhar para as questões ambientais com muita atenção, pois, como já afirmou Fritjof Capra “a vida, desde o seu início, há mais de três bilhões de anos, não conquistou o planeta pela força, e sim através da cooperação, parcerias e trabalho em rede”

Temos muitas razões para preservar nossa amizade com o planeta, pois a crise hídrica que se apresenta em 2021 nos leva a entrar em estado de atenção. O Sistema Cantareira apresenta índice em seu reservatório 11% menor do que tinha no mesmo período do ano passado. Usar os recursos hídricos de forma racional é um aprendizado diário. Infelizmente, nos acostumamos com um cenário de conforto hídrico, que não faz mais parte da realidade, pois estamos em meio às mudanças climáticas e ambientais decorrentes da ação do homem no meio ambiente.

É preciso reforçar que as estatísticas e indicadores que ajudam no conhecimento da realidade que nos cerca desempenham um papel muito importante sob diferentes aspectos: orientam setores econômicos e sociais nas suas ações, são indispensáveis para os pesquisadores desenvolverem seus trabalhos e, principalmente, ajudam todos os cidadãos a formar suas diferentes visões de mundo, acompanhando o que se passa em suas sociedades, cobrando de seus governantes as ações e comportamentos que julgam necessários. Nós, gestores, precisamos do suporte dos cidadãos para fazer um governo de excelência.

E, como gestor de um município, nossas políticas públicas devem ser pautadas em pilares que norteiam o desenvolvimento de uma cidade do porte de Piracicaba, com mais de 400 mil habitantes, que demandam recursos hídricos para os mais diversos usos, como para beber; abastecimento doméstico; abastecimento industrial; agricultura; recreação e lazer; geração de energia; navegação; diluição de despejos; harmonia paisagística; preservação da fauna; preservação da flora; irrigação, entre outros.

E diante dos fatos, é necessário olharmos para o presente e planejarmos o futuro, ou seja, temos que trabalhar com os olhos voltados para daqui a 10, 20 anos –, sendo que para isso é necessário investir recursos financeiros para que tenhamos água de qualidade e em quantidade nos rios, pois precisaremos de recursos hídricos para os empreendimentos, fundamentais para o desenvolvimento de um município do porte de Piracicaba.
Cito ainda como fundamental, o trabalho de gestão dos recursos hídricos na área das Bacias PCJ, que tem sido realizado há mais de 30 anos e ao qual recentemente pude me integrar como presidente dos Comitês PCJ (Comitê Estadual Paulista e PCJ FEDERAL), um colegiado de técnicos preparados para atuar com temáticas que também prestigiam o ambiental – são 12 câmaras técnicas e mais de 1.000 profissionais atuando de forma voluntária para que os recursos hídricos sejam preservados para que todos tenham água para os mais diversos usos.

Enfim, temos um cenário grandioso e com potencial para muito trabalho, muitos desafios. O principal deles é que as cidades, independentemente do seu porte, criem as condições para assegurar uma qualidade de vida que possa ser considerada aceitável, não interferindo negativamente no meio ambiente do seu entorno. Chegou a hora de celebrar a amizade com o planeta Terra.

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