Dicas para lidar com o aumento na conta de energia

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Além de diminuir o impacto no orçamento já apertado, buscar meios de reduzir o uso de energia elétrica pode ajudar a regular o sono e prover mais qualidade de vida aos moradores

Com a crise hídrica e a pior estiagem já enfrentada pelo Brasil nos últimos 91 anos, a conta de energia ficou ainda mais cara no mês de junho e a tendência é que o aumento continue. Com o uso da bandeira vermelha nível 2, o reajuste realizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ficou acima de 20% e os brasileiros começaram a pagar R$ 6,25 para cada 100 kWh consumidos. Essa é a tarifa mais cara cobrada.

Profissionais da Healthy Building Certificate (HBC), empresa que presta consultoria e certifica as edificações que trabalham um conjunto de ações para prover o bem-estar aos seus usuários, estimula a prática de hábitos saudáveis na vida cotidiana, como a adoção da luz natural no decorrer do dia e a diminuição do uso de aparelhos eletrônicos no período noturno – medida benéfica para atenuar o impacto da conta de energia elétrica e melhorar a qualidade do sono.

“Há pesquisas divulgadas recentemente pela Universidade de Harvard que mostram, inclusive, que o uso excessivo de luzes e aparelhos eletrônicos podem estar ligados a casos de diabetes, doenças cardíacas e obesidade. Não estamos falando apenas de uma economia financeira, mas sim da construção de um estilo de vida mais saudável”, garante Allan Lopes, fundador e diretor global da HBC, que atua no Brasil e no exterior.

Ao lado do arquiteto Bruno Moraes, os especialistas da HBC listaram os principais malefícios do uso exacerbado de eletricidade e eletrônicos e deram dicas valiosas de como diminuir o valor da conta de luz.

1. Ondas eletromagnéticas

As ondas eletromagnéticas, emitidas por eletrodomésticos e eletrônicos presentes no cotidiano não são os causadores do câncer, mas podem sim trazer irritabilidade, insônia e dor de cabeça em até 10% da população mundial que é considerada eletrossensível, de acordo com estudos divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Pequenas medidas podem cooperar para o nosso bem-estar. Por exemplo, se os aparelhos eletrônicos não estiverem em funcionamento, desligue-os das tomadas. Faça uma espécie de jejum de eletricidade e se proponha a passar algumas horas com tudo desligado”, incentiva Lopes.

2. Iluminação

Pensando na iluminação geral da casa, o arquiteto Bruno Moraes orienta que seja feito sempre o uso de lâmpadas de LED, que já se popularizaram no mercado justamente por terem maior vida útil enquanto consomem muito menos energia. Outro conselho prático é pensar em um circuito de iluminação entre os cômodos da residência. Dividir o ambiente em mais de um circuito possibilita acender apenas alguns spots de luz, ao invés de acionar tudo de uma única vez. Luminárias com sensor de presença também são uma boa alternativa para evitar desperdício de energia”, compartilha Bruno.

3. Equipamentos na tomada

Deixar equipamentos, como o carregador do celular conectado à tomada, impacta sim no acréscimo da conta. Embora aparentemente consuma um volume mínimo – em torno de 0,26 watt -, na somatória de uma casa com mais de um morador, o hábito impacta em um salto na cobrança mensal. Dessa forma, vale tirar todos os equipamentos da tomada se não estiverem em uso. No caso de eletrodomésticos, como a geladeira, reduzir o gradiente de temperatura não interfere na conservação dos alimentos e coopera na economia de energia.

4. Chuveiro

Tido como vilões das contas de luz, chuveiro e torneiras de água quente são os que mais consomem energia. “Com a chegada do inverno, eles passam a ser utilizados em potência máxima, por um tempo superior à outras épocas e, com isso, disparam o valor da tarifa”, lembra o profissional de arquitetura. Um caminho interessante, segundo ele, é investir em um sistema de aquecimento a gás.

5.  Atenção ao consumo

O arquiteto também reforça o cuidado que se deve tomar na hora de adquirir eletrodomésticos novos. “É fundamental verificar o quanto cada um deles consome de energia. No mercado, por exemplo, um mesmo forno pode consumir de duas a três vezes mais que um modelo com funções e potências semelhantes”, relata. Outra orientação é buscar pelo selo Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), que fornece dados detalhados sobre o produto.

Da Redação

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