Diego Spigolon é novo coordenador técnico da Seleção Brasileira de Karatê

Piracicabano será o 1º na função em modalidade olímpica (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A CBK (Confederação Brasileira de Karatê) confirmou ontem (3), o piracicabano Diego Spigolon como o novo coordenador técnico da Seleção Brasileira de Kumite Sênior (Masculino e Feminino). Diego ficou muito feliz com o novo cargo, lembrando que conseguiu esse status depois de anos de trabalho.

“É uma felicidade grande, pelo fato de sentir a confiança e a credibilidade da Confederação deposita em mim, que é algo bem legal e me deixa bastante feliz. Outra coisa que deixa feliz é essa posição foi conquistada por mim, mas traz toda a história do esporte piracicabano, do karatê piracicabano, da minha própria família. Fui aluno do meu pai, saber que toda essa ‘plantação’ que fizemos ao longo de todos os anos estamos colhendo agora com toda essa credibilidade que está me sendo dada e isso é sensacional”, explicou Diego.

Mesmo com a responsabilidade no novo cargo na CBK, Diego se mostrou confiante e preparado, ressaltando que já esperava que um dia pudesse ser o coordenador técnico da Seleção, portanto a preparação já tem alguns anos. Tenho plena consciência da responsabilidade do papel que estou assumindo e de como vai ser importante contar com profissionais que confio e acredito ao meu lado. Sei que é um cargo que necessita uma comissão técnica muito boa ao meu lado para que as coisas realmente acontecem”, confirmou Diego, lembrando que os últimos detalhes estão sendo ajustados. “Como é recente, estamos em constantes reuniões para, justamente, finalizarmos todos os detalhes daqui pra frente”.

O piracicabano assumirá esse novo cargo em um momento importante para o karatê brasileiro e mundial, já que nas Olímpiadas de Tóquio (adiado para 2021) será a primeira com a modalidade na disputa. Diego disse que acredita em um resultado positivo da equipe brasileira.

“Acredito, sim, que temos boas chances, nós temos alguns atletas que figuram na liderança do ranking mundial e olímpico, então, vejo com bons olhos. Infelizmente, não temos nenhum atleta classificado com essa reviravolta”, relembrando a decisão da WKF (World Karate Federation) de cancelar a última etapa do Circuito Mundial, que seria disputado no Marrocos, encerrando o ranking olímpico, mas depois voltou atrás na decisão, em atitude que custou a vaga do brasileiro Vinicius Figueira.

Por fim, Diego falou da possível desvantagem dos atletas brasileiros e sul-americanos em razão da pandemia, mas disse que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) está buscando soluções para resolver o problema. Na América do Sul tivemos a chegada da pandemia e da covid-19 de forma atrasada em relação a Ásia e Europa. A consequência é que os atletas asiáticos e europeus vão retomar os treinamentos antecipadamente em relação ao Brasil. Isso seria ruim para nós, portanto o comitê já está verificando a possibilidade de enviar um grande grupo de atletas para treinar na Europa. Claro que interfere para todos, mas aqueles que voltam a treinar antes de uma forma antecipada enxergo uma vantagem”, salientou.

Mauro Adamoli