Doença atingiu mais de 90 mil em Piracicaba, aponta Secretaria de Saúde

Foto: Claudinho Coradini/JP

Vítimas fatais da doença na cidade somam 1.549 e curados são 88 mil

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, 90,087 mil pessoas foram infectadas em Piracicaba. Esse número representa 22% da população piracicabana. Do total de doentes de covid-19, 88,242 mil foram curados e 1.549 morreram por complicações da doença. A Secretaria da Saúde informou nesta sexta-feira (20), que desde a quarta-feira (18) até ontem, não registrou óbitos por covid-19.

A pasta informou que a cidade tem ainda 154 casos suspeitos, 124.199 casos descartados, 296 pessoas em tratamento contra a doença.

No período citado pela Saúde, foram 95 novos casos confirmados, sendo 46 homens e 49 mulheres com idades entre quatro e 90 anos.

A taxa de ocupação dos leitos destinados a pacientes com covid-19 nas últimas 24 horas estava em 16% na enfermaria do SUS (Sistema Único de Saúde) e 15% na rede privada. Já os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) não houve ocupação pelo SUS e ficaram ocupados em 6% na rede privada.

De acordo com as informações da Agência Brasil desta sexta-feira (20), os casos de covid-19 voltaram a predominar entre as ocorrências com resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios. Atualmente, eles correspondem a 41,8% dos casos, registrados nas últimas quatro semanas epidemiológicas.

No momento, a covid-19 ressurge como a principal causa de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) entre os resultados positivos de SRAG. A análise foi divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz, nesta sexta-feira (20), referente à semana epidemiológica 19, entre 8 e 14 de maio.

Os dados fazem parte do novo Boletim InfoGripe da Fiocruz. Segundo ele, 36% do total de casos de SRAG são de vsr (Vírus Sincicial Respiratório), que atinge fundamentalmente crianças pequenas. “Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre as notificações com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 3,2% para Influenza A; 0,4% para Influenza B; 36,5% para VSR; e 41,8% para Sars-Cov-2 [covid-19]. Em relação aos óbitos, a presença destes vírus entre os casos positivos foi de 4,6% para Influenza A; 0,7% para Influenza B; 6,6% para VSR; e 79,5% para Sars-Cov-2”, destacou o boletim.

Diante do novo cenário, que aponta aumento de casos de SRAG na população adulta, o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, recomenda atenção especial na rede laboratorial de todo o território nacional para que haja identificação adequada de vírus associados a essa mudança de tendência recente, em particular para diferenciação entre casos de covid-19 e influenza.

Beto Silva
[email protected]

LEIA MAIS

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, entre com seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

11 − 2 =