Banda, com dois discos lançados e experiência internacional, se apresenta em Piracicaba nesta sexta (10) (Foto: Divulgação)

Na rota do forró, Piracicaba é parada obrigatória para bandas do gênero. Muito mais do que a cidade de um expoente, o Falamansa, é em solo piracicabano que músicos e admiradores do forró se encontram para ouvir e falar sobre novidades, clássicos e tendências. O Dois Dobrado, da região de Campinas, é um grupo que se dá muito bem nesta dinâmica e já tem show marcado por
aqui nesta sexta-feira (10), no Estação Cultural. Será apenas a segunda apresentação do quarteto em 2020.
O forró do Dois Dobrado mistura o tradicional pé de serra com nuances de romantismo e irreverência, o chamado moderno. A sonoridade deriva das diversas referências jogadas ao caldeirão, conta o sanfonista Jonas Virgulino. “Cada integrante trouxe uma musicalidade, algo do estilo que gosta ou já tocou antes”.
Marcelo Lima (voz e triângulo) veio do rock; Jorge Silva (voz e cavaquinho) exalta o choro; e Will Nascimento (voz e zabumba) carrega o samba. “E isso tudo na base do pé de serra”, destaca Virgulino, cujo sobrenome artístico já entrega: é filho de pai forrozeiro, ou melhor, sanfoneiro, e isso entrega a veia tradicional a lá Luiz Gonzaga de seu ofício no Dois Dobrado.
Gonzaga, aliás, o Rei do Baião e considerado uma das mais completas, importantes e criativas figuras da música popular brasileira, é uma bandeira que quarteto já levou ao exterior, quando realizaram a primeira turnê na Europa, em 2018. “Lá fora, eles até mesmo aprendem o português para tentar entender o que cantamos. Querem saber mais sobre Luiz Gonzaga, por exemplo”,
fala o sanfoneiro.
Neste giro, foram sete shows em cinco países. Os shows da banda têm repertório construído a partir de músicas autorais dos dois discos já lançados, “Vamos todo mundo pro forró”, de 2016, e “Forró é vida”, do ano passado. Mas é inevitável: um ou outro clássico do estilo, de Gonzagão ou Alceu Valença, por exemplo, aparecem no set.

SERVIÇO
Dois Dobrado nesta sexta–feira (10), a partir das 22 horas, no Estação Cultural (rua Benjamin Constant, 1880).

Erick Tedesco
[email protected]

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