Dólar ante real se fortalece com incerteza, após cair com Ilan e petróleo

O dólar mostrou volatilidade entre margens estreitas nos primeiros negócios desta quarta-feira, 9, após o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ter reafirmado na terça-feira, 8, que poderá agir no câmbio novamente, se for necessário, e que a alta recente vem sendo apoiada pelo cenário externo nebuloso.

Ilan disse ainda que o BC vai continuar trabalhando para impedir exageros ou excessos, mas que a recente disparada do dólar ante o real está relacionado à normalização das condições monetárias nos Estados Unidos e não à economia brasileira.

Pesou ainda na queda inicial o recuo do índice do dólar (DXY) em meio à alta firme do petróleo, após os EUA abandonarem o acordo nuclear com o Irã e imporem sanções a Teerã. Esses foram os catalisadores no começo da sessão para uma realização pontual de ganhos acumulados com a divisa americana em 1,83% em maio até a terça e de +4,35% nos últimos 30 dias, segundo um operador do mercado.

Contudo, a moeda americana retomou o sinal positivo no mercado local, diante do cenário geopolítico nebuloso, com o risco ainda de uma guerra comercial entre Estados Unidos e a China e dúvidas sobre os desdobramentos do rompimento do acordo nuclear americano com o Irã, além da expectativa de mais elevações dos juros americanos neste ano. Aqui há indefinição também sobre os candidatos na eleição deste ano e, depois, com relação ao grande problema fiscal que o novo presidente deverá enfrentar a partir de 2019.

No início da tarde desta quarta, as atenções estarão sobre o resultado do fluxo cambial de abril (12h30). Há grande expectativa porque na terça a B3 informou que houve retirada de R$ 2,212 bilhões da bolsa apenas nos três primeiros dias úteis do mês: 881,819 milhões no dia 04; R$ 556,989 milhões, no dia 3; e R$ 773,543 milhões no dia 02.

Às 9h59, o dólar à vista subia 0,39%, aos R$ 3,5820. O dólar futuro para junho ganhava 0,49%, aos R$ 3,5890. Lá fora, o índice do dólar (DXY) cedia 0,21%, a 92,930 pontos.