Donos de bares e restaurantes querem o fim da fase vermelha

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Pedido pela abertura dos estabelecimentos no fim de semana, contraria decisão da prefeitura. | Foto: Amanda Vieira/JP

Proprietários de bares e restaurantes de Piracicaba querem a abertura dos estabelecimentos no próximo fim de semana. A proposta contraria a decisão da prefeitura que seguiu a determinação do Governo do Estado de retomar à fase vermelha do Plano São Paulo de enfrentamento da covid-19. A decisão prevê apenas o funcionamento de serviços essenciais de 25 a 27 de dezembro e de 1 a 3 de janeiro.

Ontem, a diretoria da Apaflar (Associação Piracicabana da Alimentação Fora do Lar) encaminhou uma carta aberta ao prefeito Barjas Negri (PSDB) apelando para que a  cidade permaneça na   fase amarela.

A entidade destaca que com o fechamento nas festas, 40% das empresas fecharão as portas em Piracicaba.

Um encontro foi agendado para a tarde desta terça-feira com o prefeito eleito, Luciano Almeida (DEM), e vereadores eleitos junto com os comerciantes e empresários.

De acordo com o presidente da entidade, Milton Martins, na ocasião, será entregue um ofício ao procurador do município, Fábio Moura, nomeado por Luciano.

“O prefeito eleito não poderá estar presente pois tem um compromisso agendado em São Paulo, por isso vamos entregar o ofício ao procurador”, explicou Martins acrescentando que todos deverão usar máscara. A reunião está agendada para as 15h30 no restaurante Capitão gancho, na rua do Porto.

No documento, a diretoria relata a situação dos restaurantes e bares. “O setor vem sofrendo fortemente com as medidas restritivas para controle da covid-19 desde o início de março. Por consequência, os impactos são imensuráveis, sem contar milhares de empresas e empregos já dizimados ao longo do ano de 2020”, traz o texto.

Segundo Martins, antes da pandemia o setor contava com 500 empresas, das quais 200 eram bares e similares que não oferecem o sistema delivery. As 300 restantes são restaurantes e lanchonetes e apenas 40% oferecem delivery ou take away. “Apenas esse dado já compromete o setor”, afirma Martins acrescentando que esse percentual vai fechar as portas.

“Dezembro é o mês de maior faturamento para o setor. Estas vendas ajudam no pagamento de contas de janeiro, como salários, 13º salário, impostos e, em 2021, o pagamento das parcelas de auxílio concedido para manutenção dos empregos e dos próprios estabelecimentos”, afirmou.

A prefeitura não comentou ontem sobre o encaminhamento da carta aberta entregue pela associação.

Beto Silva

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