Durante 6 dias, fogo consome 400 hectares de mata

Foto: Divulgação

Força-tarefa reuniu mais de 30 pessoas e contou com o auxílio de brigadistas da sociedade civil

O incêndio que começou há seis dias na Serra do Monte Branco, na Zona Rural de Piracicaba, foi extinto ontem (21). De acordo com as informações do Corpo de Bombeiros, o fogo consumiu 400 hectares de mata. Não houve vítimas. De acordo coma s informações da prefeitura, as chamas atingiram área de mata e pastagens, desde o Monte Branco até o bairro Floresta, próximo à rodovia que liga Piracicaba ao distrito de Anhumas desde a quinta-feira, (16). Além dos Corpo de Bombeiros, atuaram no combate ao fogo a Defesa Civil, Sema (Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento) e Guarda Civil (Pelotão Rural) e as causas do incêndio ainda estão sendo investigadas.

A Defesa Civil informou que foram utilizadas 12 bombas costais, além de abafadores para extinguir o fogo. O helicóptero Águia, da Polícia Militar, fez o controle aéreo das chamas no sábado (18). A velocidade das chamas preocupou os moradores próximos ao monte. Eloah Margoni disse que o Corpo de Bombeiros só chegou ao monte dois dias após o início do incêndio. “Animais silvestres e árvores são cruelmente torrados, incinerados, sitiantes têm as casas ameaçadas e consumidas”, registrou Eloah em texto publicado no facebook com o título ‘Um monte que arde’.

O tenente Michel Leme Beraldo, que atuou no combate ao fogo no Monte Branco disse que a informação de que o início do combate ao incêndio teria começado dois dias depois, não procede. Por volta das 16h30 de ontem (21) o militar informou que o fogo estava controlado, porém, ainda não estava extinto. A operação foi declarada encerrada oficialmente às 18h, quando os Bombeiros extinguiram as chamas.

A prefeitura informou que a força-tarefa para combate ao incêndio reuniu mais de 30 pessoas e contou com o auxílio de brigadistas da sociedade civil e do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, da Sabesp e da Raízen, que forneceram caminhão-pipa, e da Fundação Florestal.

Agricultores da região também forneceram caminhões-pipas e atuaram como voluntários no desempenho de diversas funções. O coordenador da Defesa Civil, explicou que fatores como o terreno muito acidentado e o vento forte prejudicaram os trabalhos de combate ao fogo.

Beto Silva
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