Locais impedidos de serem vistoriados representam 90% dos criadouros do mosquito (Foto: Divulgação)

De 1 a 25 de março, quase 63% dos imóveis, ou seja, 5.809 de 9.251, que deveriam ser vistoriados nos bairros Cecap, Monte Líbano, Piracicamirim, Pompeia, São Francisco, Vila Cristina, Vila Independência e Vila Monteiro estavam fechados, desocupados ou seus proprietários não permitiram a entrada dos agentes.

“Mais de 90% dos criadouros do mosquito da dengue estão dentro do domicílio. Esse é um mosquito de hábito doméstico, então a gente tem que ter esse cuidado o tempo todo, não é só tirar a água do pratinho da planta, mas qualquer local que possa vir acumular água deve ser eliminado, inclusive a limpeza das calhas”, enfatiza o coordenador da Vigilância Epidemiológica de Piracicaba, doutor Moiséis Taglieta, que vê a eliminação dos possíveis criadouros do mosquito como a principal prevenção da dengue.

Mesmo com a final da estação das chuvas, o combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, deve continuar. Para intensificar as vistorias nas residências e diminuir as pendências de casas não visitadas em diversos bairros da cidade, desde o começo de março as equipes do PMCA (Programa Municipal de Combate ao Aedes) foram até os imóveis em horário estendidos, das 9h30 às 19h30, de segunda à sexta-feira. O PMCA é ligado ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), da Secretaria Municipal de Saúde.

Conforme informou a pasta, com o horário especial, foi possível diminuir em 13%, por exemplo, as pendências de visitas no bairro Nova América, porém o maior desafio enfrentado pelos agentes de zooneses ainda é a recusa da entrada nas residências, segundo informou o coordenador do PMCA, Sebastião Amaral Campos.

É necessário que haja o constante principalmente durante a pandemia do novo coronavírus, uma vez que o sistema de saúde público não deve ser sobrecarregado para conseguir atender aos casos de Covid-19. Outro fator importante para eliminar os casos de dengue é que, a partir da segunda vez que o paciente é infectado, o quadro da doença tendo a se apresentar com mais complicações.

“Lembrando que são quatro tipos de dengue, dengue 1, 2, 3, 4, relacionado ao tipo de vírus que provocou. Nesse caso vamos supor que você teve dengue tipo 1 e fique imune à tipo 1. Mas, tempo depois, você contraia a dengue tipo 3, aí você tem um novo episódio. Normalmente ela pode trazer sintomas mais graves e com uma possibilidade maior do desenvolvimento da dengue hemorrágica, que é aquela forma mais grave”, pontua Taglieta.

CASOS
Em 2020, os casos de dengue no município registraram queda de quase 47% até março, ou seja, nas 13 primeira semanas do ano, se comparado ao mesmo período de 2019.

Até agora, segundo o último boletim da Vigilância Epidemiológica, foram registrados 334 casos de dengue na cidade, enquanto que no mesmo período do ano passado já tinham sido registrados 624 casos da doença.

“O tratamento da dengue é feito basicamente com a ingestão de bastante líquido para manter a hidratação e analgésicos para tirar aquela sensação das dores musculares que a doença provoca e também, se necessário, para controlar a febre. Basicamente o tratamento é feito para sintomatologia da dengue”, explica Taglieta.

Andressa Mota

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