‘É esperança’, diz primeira piracicabana a ser vacinada contra a covid-19

Duas mulheres da linha de frente da pandemia foram as primeiras piracicabanas a receber vacina contra a covid-19. A primeira dose foi aplicada no início da tarde desta quinta-feira (21) na auxiliar de enfermagem Gertrudes Barbosa, 55, que atua há 22 anos na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Piracicamirim. A segunda a receber a dose da CoronaVac foi a médica Flávia de Sá Molina, superintendente da urgência e emergência da Saúde.

Gertrudes Barbosa tem 55 anos e atua há 22 anos na UPA do Piracicamirim | Foto: Claudinho Coradini/JP


As 5.280 doses da vacina chegaram nesta quinta-feira. As primeiras aplicações foram realizadas na sede da VE (Vigilância Epidemiológica), no início da tarde. Os grupos que vão ser vacinados nessa primeira fase são profissionais da saúde na linha de frente – com início ontem à tarde na UPA do Piracicamirim – e idosos residentes em instituições, a partir de amanhã (23). Segundo o secretário da saúde, Filemon Silvano, as doses já começaram a ser distribuídas no mesmo dia para hospitais e casas de longa permanência para idosos.


Gertrudes lembra do caminho árduo que os profissionais da saúde na linha de frente têm enfrentado ao longo desses dez meses de pandemia. Com a vacina, a luz no fim do túnel voltou a raiar. “É esperança. Estou com muita esperança de que a gente consiga”, afirma a auxiliar de enfermagem ao lembrar que, mesmo com a vacina chegando, a população deve manter os cuidados, como usar máscara, higienizar sempre as mãos e não aglomerar.


Flávia lembra dos “guerreiros” perdidos durante a pandemia e como a vacina ajuda a voltar a sonhar com dias melhores. “O emocional abala bastante, porque a gente trabalha com paciente grave todo dia, e é uma esperança da vida voltar ao normal”, comenta.

Flávia é superintendente de urgência e emergência da saúde municipal | Foto: Claudinho Coradini/JP


A preocupação com a possibilidade dos piracicabanos baixarem a guarda com a chegada da vacina foi também abordada pelo prefeito Luciano Almeida (DEM), secretário da saúde Filemon Silvano e o coordenador do Cevisa (Centro de Vigilância em Saúde) Moisés Taglietta.


“É um pequeno passo, dia muito importante, mas não muda nada. Por favor, continuem usando máscara e sem aglomerar. Nada muda, apenas um sinal de esperança”, afirmou Luciano após a aplicação das primeiras doses.

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O secretário da saúde afirmou ainda que a prefeitura vai investir em comunicados para alertar a população. “Isso é só uma ferramenta que nós temos, mas vamos ter que continuar com isolamento, álcool em gel, usar a máscara, que as consequências dessa imunização vêm de médio a longo prazo”, enfatiza.


Taglietta lembra que a chamada “imunização de rebanho” ainda vai demorar e que a sociedade tem pela frente mais um ano de cuidados com a covid-19. “Então é mais um ano aí pela frente, todo mundo se cuidando e cuidando dos outros”, afirma.

Andressa Mota
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