É importante balancear a dieta e reduzir o consumo de açúcar

Fracionar a alimentação em 5 a 6 refeições ao dia, evitando fi car horas sem se alimentar, é um bom aliado. (Foto: Amanda Vieira/JP)

Doença crônica que atinge mais de 14 milhões de pessoas no Brasil, o diabetes não tem cura, mas tem tratamento, e a demora no diagnóstico pode favorecer o aparecimento de complicações e até levar a morte.

É uma doença desenvolvida pela defi ciência na produção da insulina, um hormônio produzido no pâncreas, que causa aumento da glicose (açúcar) na corrente sanguínea. De acordo com a nutricionista Luanna Caramalac, a mudança no estilo de vida, com práticas de atividade física, controle de peso e adoção de um padrão alimentar saudável aliada ao tratamento medicamentoso, caso seja necessário, são os principais pilares no tratamento do diabetes.

Segundo ela, o controle glicêmico é essencial. É manter a taxa de açúcar no sangue baixa e isso pode ser feito com alimentação. “Dar preferência com alimentos de verdade, in natura, bem com alimento que não farão o açúcar subir rapidamente no sangue”, ela relata. Para tanto, basta fazer algumas alterações no cardápio.

Conheça algumas dicas para melhorar a alimentação e diminuir a quantidade do consumo de açúcar: Fracionar a alimentação em 5 a 6 refeições ao dia, evitando fi car muitas horas sem se alimentar; Substituir alimentos como arroz, pães e macarrão feitos com farinhas brancas, por opções integrais (por serem ricos em fi bras, liberam a glicose de forma mais lenta na corrente sanguínea); Evitar consumir açúcar e alimentos açucarados. Substituir por adoçantes a base de estévia ou sucralose, recomendados por serem mais naturais e com menor sabor residual; Reduzir o consumo de sal e gorduras. Escolha temperos mais naturais como o alho e a cebola e invista em ervas (salsa, orégano, manjericão e alecrim) e beber mais água ao longo do dia para contribuir com a hidratação.

Refeição bonita, para doces, ela indica uma torta com estévia (planta cujas folhas têm um princípio adoçante natural muito potente), xilitol (adoçante natural encontrado nas fi bras de muitos vegetais, incluindo milho, framboesa, ameixa), taumatina (mistura de proteínas extraída de uma planta da África Ocidental, que no organismo se metaboliza como as demais proteínas da dieta) ou eritritol (adoçante dietético, sem sabor amargo). “Evitar a farinha de tribo e usar low carb, fi ca saborosa”. Para um jantar saudável, explica Luanna, é preciso fazer um preparo com alimentos de verdade para se garantir os micro e macro nutrientes. “Quanto mais cedo nos alimentos no jantar, entre 18 e 19, melhor, porque a noite foi feita para o descanso, para dormir”.

E o que fazer se a fome for enorme na janta? É preciso evitar altas quantidades de carboidratos, que pode elevar a glicemia. “Não é interessante, principalmente se for dormir logo em seguida”. De acordo com a nutricionista, nesta situação, é importante consumir alimentos ricos em proteína, com verduras e legumes. “Mas pode ser um prato bonito, colorido e saudável”. Um ovo, peixe e frango também são indicados nesta última refeição do dia. “Um guaca mole na salada fica uma delícia também”.

E a nutricionista garante: “Dentro de cada individualidade, cabe, sim, o excesso”. Luanna afirma que isso depende da condição atual, mas é possível dar espaço a breves folgas na dieta.

Salada leve com molho cremoso

Ingredientes:

½ maço de brócolis cozido em buquês;

½ maço de couve-fl or cozida em buquês;

2 cenouras cruas cortadas em palitos;

2 tomates cortados em 4;

Molho: 1 pote de iogurte natural desnatado(200 g);

1 colher (sopa) de salsa;

1 colher (chá) de mostarda;

½ cebola ralada;

Modo de preparo:

Arrume em uma travessa os buquês de brócolis, de couve-fl or, as cenouras e os tomates. Para o molho, bata todos os ingredientes no liquidificador até ficar homogêneo e regue a salada no momento de servir ou sirva em uma molheira a parte.

Da Redação

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