É possível ser feliz o ano inteiro

Padre e bispo que comandam diferentes igrejas mostram a importância da fé para realizar desejos. (Foto: Amanda Vieira/JP)

Quem nunca colocou todas as forças em um desejo na esperança de que se tornasse realidade? Alguns dizem até que ela é a última que morre. Mas e quando isso não está mais no nosso alcance? É aí, então, que entra a fé.

“Se você tem esperança, trabalha em meio as provações e dificuldades com confiança e certeza, todas as coisas contribuirão para o seu bem”, explica o bispo Alcides de Carvalho Júnior, 49, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Nos dias que antecedem ao Natal, o nascimento de Jesus Cristo, nos tornamos mais sensíveis aos seus ensinamentos e obras, que também são exemplos de como manter a fé e a esperança na humanidade. “A melhor forma de aprender sobre Jesus é fazer o que Cristo fez, servir”, diz bispo Alcides.

Mas como exemplo de manter as chamas da esperança e da fé acesas durante todo o ano, o bispo lembra de uma ação que ajuda a transformar o mundo: o trabalho voluntário, que ele próprio pratica ao ser missionário, com intuito levar o significado da palavra de Deus a todos.

A partir disso, Carvalho vê que pode contribuir para que as pessoas tenham mais esperança, paciência, perdão e caridade para com o próximo em todas as épocas do ano.

Nesse caminho, o padre católico Edmilson Rodrigues de Moraes, da paróquia Bom Jesus, e diretor do Colégio Salesiano Dom Bosco, ressignificou o que é a própria felicidade que, para ele, é exatamente ter a vida dedicada e entregue ao outro. “Estamos acostumados a ouvir que a minha felicidade está associada diretamente ao meu ganho, com a minha própria riqueza, com o meu próprio conforto e poder”.

Moraes ainda lembra que para fazer tudo isso é necessário ter o sentimento do amor, que “é ainda maior que a própria vida”.

Ele vê que o amor é praticado diariamente em diversas profissões, como de médicos, bombeiros e psicólogos, o que mostra que esperança gera confiança e otimismo para que possamos viver nossas vidas com autoestima para encarar os desafios do dia a dia.

“Existem pessoas que têm essa atitude com outros que elas nem conhecem: médicos que acordam de madrugada para ficar em hospitais, bombeiros que arriscam a própria vida para resgatar desconhecidos e psicólogos que se esforçam ao máximo para desenrolar o subconsciente da pessoa sentada em sua frente”.

Assim, é possível refletir que, ao praticar a esperança, fé e o amor, podemos ser pessoas melhores e transformar o mundo em um lugar melhor, combatendo inclusive as desigualdades sociais.

“Essa atitude pode ser atribuída a cada ser humano que percebe e tem consciência que não vive sozinho no mundo”, finaliza Moraes.

Andressa Mota
Marcelo Uliana
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