É preciso ficar de olho na tireóide

Foto: Icaro Yupi/Saúde é vital

De formato similar a uma borboleta, a tireóide é a maior glândula do corpo e controla funções importantes

Hoje, 25, é o Dia Internacional da Tireóide, esse dia nos faz relembrar a importância desta glândula situada no meio da garganta e em um formato parecido de uma gravata borboleta.
Por mais que ela seja pequena se comparado com os órgãos, a tiróide é a maior glândula do corpo humano e pode pesar até 15g. Ela também tem um papel extremamente importante no controle hormonal, ela também é responsável pela produção dos hormônios que atuam diretamente na boa função de órgãos vitais como coração, cérebro, fígado e rins. “São estes mesmos hormônios que também interferem nos ciclos menstruais, alteram o peso corporal, prejudicam a concentração e a memória e podem provocar mudanças de humor, porque mexem com o controle emocional e ainda afetam o desenvolvimento de crianças e adolescentes,”, explica a médica endocrinopediatra do Grupo Sabin, Dra. Georgette Beatriz de Paula.
O Dia Internacional vem também para relembrar a importância de fazer exames para ter conhecimento sob quaisquer problemas na glândula, pois a alteração, mesmo que mínima, no corpo, pode gerar problemas sérios. De acordo com a especialista, se essa glândula não funciona adequadamente passa a liberar hormônios de forma alterada. “Tanto o excesso como a deficiência da produção hormonal, podem fazer com que o paciente apresente aumento no volume da tireóide, o chamado bócio, que pode cursar com outros sinais e sintomas clínicos. A alteração da produção dos hormônios tireoidianos pode aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso”, ele ainda conta que problemas na glândula podem ser hereditários, por isso atenção, no histórico familiar. A médica destaca também que o TSH (exame de sangue específico para identificar anormalidades hormonais) pode ser feito em pacientes de todas as idades e, se forem apresentadas anormalidades, novos exames podem ser recomendados conforme a necessidade, como o T4 total e livre e T3 total e livre, para diagnósticos de hipo e hipertireoidismo.
Os sintomas são dos mais variados, desde a perda de peso constante, nervosismo, ansiedade, insônia, falta de ar e problemas cardíacos para os portadores de hipertireodismo. Já para quem tem hipotireodismo os sintomas normalmente são contrários ao hiper. Ganho de peso, desmotivação, depressão, dormir além do saudável, problemas respiratórios e cardíacos e por aí vai.

TRATAMENTO

As formas de tratar as doenças da tireóide variam de acordo com a causa do problema, a gravidade dos sintomas e os níveis hormonais indicados nos exames laboratoriais. “Em crianças, grande parte dos pacientes resolvem os problemas fazendo reposição do hormônio da tireóide por toda a vida. São casos que exigem acompanhamento médico integral, porque requer monitoramento da evolução do distúrbio.
Se o caso for tratar distúrbios do hipertireoidismo, pode ser recomendado destruir parte da glândula com iodo radioativo, remédios anti-tireoidianos ou cirurgia para remover toda a tireoide ou parte dela. “São tratamentos que podem ser adotados isoladamente ou combinados. Se a melhor decisão é retirar a tireoide, o paciente desenvolve o hipotireoidismo. Aí, é preciso iniciar um novo tratamento, à base de com reposição hormonal”, explica.

Larissa Anunciato

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