É preciso melhorar sistema de castração e averiguação de maus-tratos

Alessandra pede agilidade nas ações. (Foto: Guilherme Leite)

A implantação de um novo modelo de castração, a instalação de um Departamento de Bem-Estar Animal e uma nova política para incentivar as adoções na cidade estiveram na pauta da primeira reunião que a vereadora e protetora dos animais Alessandra Bellucci (REP) fez com o secretário municipal de Saúde, Filemon Silvano, nesta semana.

Atualmente, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), no Jardim Jupiá, é o responsável pela castração e averiguação de denúncias de maus-tratos. No local funcionam o canil e o gatil municipais, com 56 baias para cachorros e 60 para gatos.

Alessandra defende que o município implante um novo modelo de castração, que amplie o atendimento para as áreas carentes, seguindo os exemplos bem-sucedidos de municípios como São Vicente, Florianópolis, Curitiba e Vinhedo. “É nas comunidades carentes em que estão concentrados os maiores casos de abandono e maus-tratos”. E completa: “é preciso viabilizar algo mais agressivo, que chegue mais rápido. O Castramóvel limita em 10 atendimentos por dia e necessita do envolvimento de três veterinários”.

Ela citou o Censo Animal, recentemente iniciado pelo seu mandato, e disse que a população carente possui dificuldades para chegar ao CCZ. “Esse sistema não pode ser lento e o poder público também não pode esperar que as pessoas levem para castração, por questões de mobilidade”, citou, ao lembrar que os ônibus que atendem a cidade não permitem o transporte de animais. Com o excesso na procriação e a falta de recursos para mantê-los, lembra a vereadora, um dos agravantes é o abandono nas vias públicas da cidade.

A parlamentar também expôs ao secretário a preocupação com a falta de espaço físico no CCZ, por isso defende a criação do Departamento de Bem-Estar Animal. “As baias existentes são de contenção, para os animais doentes e com sequelas. Quando curados, falta um espaço digno para que tenham um comportamento normal e para que os profissionais trabalhem com mais tranquilidade o processo de adoção”, reforçou.

Para a parlamentar, os dois pontos são os que mais motivam reclamações da população. “O que eu sempre prezo é que o CCZ é parceiro, a gente precisa dele para que tudo aconteça”, disse.

Da Redação

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