Eagle, o cão farejador da Dise entra em ação em fevereiro de 2020

Unidade será a única entre os 52 municípios do Deinter-9, a ter um cão de faro usado pela Polícia Civil. (foto: Divulgação)

Policiais civis da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) terão reforço de peso na equipe, principalmente na localização de drogas. A partir de fevereiro de 2020, o pastor belga de malinois Eagle já estará apto para o “trabalho”, segundo o delegado Vagner Rogério Romano.

O nome do “cão-policial” quer dizer águia em inglês, que é o símbolo da delegacia especializada. Se depender do talento para atuação, o cão de dez meses já tem mostrado muita aptidão.



Ele já está evoluindo nas fases do adestramento. Consegue localizar maconha e cocaína pelo odor, e em breve será treinado para o crack, que é uma variação mais forte da cocaína. O investigador da Dise, Marcelo Oliveira foi o idealizador do uso do cão nos trabalhos da delegacia especializada, que atua nos 11 municípios atendidos pela Delegacia Seccional de Piracicaba.

A unidade será a única delegacia especializada entre os 52 municípios do Deinter-9 (Departamento da Polícia Judiciária do Interior), que passará a ter um cão de faro, usado pela Polícia Civil. “O adestramento é composto por várias fases.

A primeira é a socialização com brincadeira. O cão é preparado para qualquer tipo de ambiente. Evitamos que fique com medo de água e de outros animais para não perder o foco. A outra é dar o estímulo para que localize a bolinha, que para o cão é uma ‘recompensa’. Posteriormente, dificultaremos a localização do brinquedo e quando estiver preparado já colocamos o brinquedo perto de odores de entorpecentes. No caso do Eagle, são usados o odor sintético da droga”, comentou Marcelo. “A última fase é a obediência. O cão é estimulado a fazer a localização passiva da droga. Ele sentará, deitará e olhará para o local, onde está o entorpecente”, explicou.

O adestrador Adalberto Costa é policial militar do Canil Central da corporação, em São Paulo e treina Eagle diariamente em vários ambientes como rodoviárias, canavial e locais com outros animais.

PARCEIROS

O policial Marcelo agradece o professor Francisco Cesar de Oliveira e a médica Silvia Carolina Cornejo de Oliveira – casal que fez a doação do cão ainda filhote.

As Igrejas do Evangelho Quadrangular de Piracicaba e Capivari, que vem desde o início patrocinando o adestramento do cão, a clínica veterinária Frasson que se prontificou a dar atendimento vitalício ao cão, bem como todas as vacinas, a clínica veterinária Cesvet que fez a doação dos vermífugos e o escritório de advocacia Bonassi e a APL Desenvolvimento Urbano – que fez doações de ração até o mês de outubro de 2019.

Cristiani Azanha
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