Eclipse lunar na Superlua não ocorria há seis anos

Fenômeno não ocorria há 6 anos (Alessandro Maschio/JP)

A noite de hoje (26) teve novamente a chamada Superlua, nome dado ao satélite natural quando alcança seu ponto de maior proximidade com a Terra. O evento astronômico ficou ainda mais interessante em algumas localidades, porque veio acompanhado do eclipse lunar que ocorreu a partir das 5h47 desta quarta-feira (26).

De acordo com a Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos), o eclipse foi total no oeste dos Estados Unidos e do Canadá, em todo o México e na maior parte da América Central e do Equador, bem como no oeste do Peru e no sul do Chile e da Argentina.

Também pode ser visto em sua totalidade no leste da Austrália e da Nova Zelândia e nas ilhas do Pacífico, incluindo o Havaí. No Brasil, o eclipse foi penumbral ou parcial, muito difícil de ser observado porque começou no momento em que a Superlua já estava se pondo no horizonte.

“Quando a Lua entra na penumbra, temos um eclipse penumbral, quando entra em parte da umbra, temos um eclipse parcial e, quando entra totalmente na umbra, temos o eclipse total, quando a Lua fica ainda mais linda e avermelhada”, disse a astrônoma e pesquisadora do Observatório Nacional Josina Nascimento.

Segundo Josina, o melhor ponto de visão do eclipse no Brasil será na parte a oeste do país, onde, por algum momento, ele será parcial. “Quanto mais a oeste, melhor será visto. No eclipse penumbral, não conseguimos perceber a diminuição da luminosidade da Lua a olho nu”, acrescentou.

De acordo com Josina, eclipses não são eventos astronômicos tão raros. “Tivemos um, inclusive recente, em 2019. O eclipse da Lua ocorre de uma a três vezes por ano, e todo eclipse da Lua ocorre em lua cheia, e a lua cheia de perigeu ocorre de 1 a 4 vezes por ano”. Segundo a Nasa, o último eclipse lunar ocorrido durante uma Superlua ocorreu há seis anos.

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