Ecossistemas de negócios transformando o varejo Parte I

Nos últimos dez anos, o mundo e o ambiente de negócios vêm se transformando radicalmente, com uma previsão de continuidade. É notável que a covid-19 antecipou tendências de mercado e acelerou do dia para a noite a entrada de novas maneiras de fazer negócio. Não podemos ter a esperança de que “tudo voltará ao normal”, pois isso não irá acontecer. Precisamos compreender que estamos vivendo um outro momento, uma outra realidade. O mercado, por sua vez, passou a valorizar novas formas de consumir levando em conta tecnologias inteligentes e o conceito de consumidores propensos a economizar nos gastos e adeptos de compras on-line. Em virtude da pandemia, muitas empresas foram forçadas a adotar o home office, e os consumidores sentiram a necessidade de buscar novas formas de comprar, o que acelerou a transformação digital e a mudança cultural. Assim, novas formas de relacionamento entre empresas e consumidores foram implementadas num curto espaço de tempo. É fundamental que as empresas estejam prontas para mudanças com frequência cada vez maior. O conceito de mundo VUCA – acrônimo inglês formado pelas palavras Volátil, Ambíguo, Incerto e Complexo – elevado à potência 5G permite que as empresas tenham autonomia, especialização, autoridade, rapidez, agilidade e foco, e isso lhes facilita o alcance de adaptabilidade, inovação e crescimento acelerados. Dessa forma, é mais fácil identificar oportunidades de negócio ou novas competências por meio do ecossistema, que busca integrar expertises gerando valor para o todo. O contexto atual é completamente diferente do anterior, motivo pelo qual não faz nenhum sentido as empresas utilizarem os mesmos modelos de gestão que usavam no passado. O próprio mercado corrobora essa afirmação, tanto que as maiores e mais relevantes empresas do mundo adotaram ou consideram adotar esse novo modelo de gestão e de pensar. O que significa ecossistema de negócios? É um modelo constituído por diversas empresas independentes e especializadas em suas atividades, com fortes lideranças que têm ampla autonomia para conduzir seus negócios. A vantagem do modelo vem da existência de um agente central que coordena estrategicamente esse ecossistema e da forte interconexão e sinergia entre empresas de consumo e de varejo. Os diferenciais competitivos são resultado da união e da combinação de competências, o que gera inovações e disrupções nos diversos setores em que as empresas atuam, e isso permite ganhos de escala, com redução de custos e aumento de eficiência. Tais ecossistemas operam de forma colaborativa entre si, são digitalizados, orientados por dados e focados no consumidor. É necessário pensarmos e construirmos o futuro, pois é nele que viveremos. Devemos estudar, entender e pensar a reconfiguração da sociedade, do mercado, do consumo e do varejo daqui para frente, visto que esses segmentos serão impactados pelo crescimento e protagonismo das organizações alinhadas ao referido modelo. As empresas serão modificadas em sua cultura, seus valores, sua gestão, sua governança e sua liderança, como necessidade e resultado da organização nesse modelo. Em tempos de economia volátil, os ecossistemas de negócios criam a nova realidade e não precisam se adaptar a ela. Tudo isso acontece de forma absolutamente dinâmica e é repensado a cada momento, sendo balizado por realidades setoriais e locais onde o modelo é utilizado.

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