Requerimento quer estudo que fundamente a terceirização (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O interesse da Prefeitura de Piracicaba em terceirizar a merenda escolar da rede municipal tem causado preocupação da comunidade escolar, visto que o contrato com a empresa Nutriplus – terceirizada responsável por parte da alimentação dos alunos – está para terminar. De acordo com a vereadora Nancy Thame, que protocolou requerimento questionando o executivo sobre a terceirização da merenda, há informações que “a concorrência está expirando e um novo edital já está em construção, mas ainda não foi publicado. As representações da sociedade civil (coletivos) que acompanham o processo têm dificuldade para obter informações, o que evidencia a falta de transparência do Executivo”, disse.

Para a parlamentar, o que está em jogo é a qualidade da merenda dos alunos, uma vez que, com a terceirização, o fornecimento de produtos pela agricultura familiar da cidade pode diminuir. “A contribuição da agricultura familiar na composição dos alimentos com certeza é um dos principais pontos, visto que, mesmo com o contrato anterior, o município ainda não alcançava os níveis ideais de contribuição, e com essa terceirização, a possibilidade de diminuir a participação dos pequenos agricultores aumenta”, avalia Nancy.

No requerimento 366/2020, Nancy pede esclarecimentos ao executivo sobre os custos benefícios da terceirização da merenda em detrimento ao sistema de atendimento próprio; se há previsão no orçamento municipal para realizá-la e se há a possibilidade de realizar um estudo sobre o impacto financeiro para fundamentar a terceirização total.

Além disso, a parlamentar questiona se a comunidade escolar foi ouvida por meio de pesquisa de satisfação que evidencie benefícios na terceirização da merenda. O requerimento pede ainda, dentre outros itens, relatórios sobre a qualidade nutricional da alimentação servida pela terceirizada.

A reportagem questionou a prefeitura sobre a terceirização da merenda, o por quê e quais foram as necessidades levantadas, além dos benefícios para a comunidade escolar municipal e esperou dois dias para a resposta do executivo. Em nota, a SME (Secretaria Municipal de Educação), por meio da assessoria de imprensa, informou que “todos os esclarecimentos serão prestados à vereadora no prazo estipulado”, disse.

“A depender da resposta, vamos nos reunir para conversar com coletivos, conselhos e secretarias envolvidas para discutirmos o melhor caminho para atender a todos”, disse a parlamentar.

Andressa Mota

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