Educadora de trânsito defende o ‘pedalar com segurança’ e campanhas de conscientização

Foto: Alessandro Maschio/JP

‘Não importa se o ciclista é urbano ou esportista, é preciso falar no geral’, defende especialista

Educação, infraestrutura e fiscalização. Com esse tripé, a educadora de trânsito Valéria Penatti define um cenário ideal para o trânsito em Piracicaba, principalmente no que se refere a presença de bicicletas, fato que tem se tornado cada vez mais comum e que aumentou – desde o ano passado – com a pandemia do novo coronavírus. Educação abrange a conscientização de todos sobre respeitar o outro, lembrando sempre de que, no trânsito, o maior protege o menor. Infraestrutura deve ser oferecida pelo Poder Público com vias seguras e sinalização adequada e, por último, a fiscalização do cumprimento das regras de trânsito, papel que também cabe ao setor público.

Valéria trabalha com educação no trânsito há 22 anos, 18 deles na Semuttran (Secretaria de Mobilidade Urbana, Trânsito e Transporte) e, por isso, critica a falta d ecampanhas no trânsito. Em 2015 ela criou a Bike Feliz Escola, onde defende o pedalar com segurança.

“Quando eu aprendi a pedalar, o trânsito era outro, hoje é bem diferente daquela realidade. Existem cuidados, existem técnicas e orientações e informações fundamentais para gente fazer parte da família do trânsito”, afirmou.

Valéria destaca a necessidade de observar o itens de segurança da bicicleta antes de sair para as vias. Segundo ela, independentemente da bicicleta ser usada para esporte ou trabalho. “Não importa se o ciclista é urbano ou esportista, temos de falar em geral, que ele sobe na bicicleta precisa ver a altura do selim, freios, se programar sobre o trajeto, andar documentado”, alertou.

Segundo a educadora, a bicicleta é um veículo e, como tal, uma vez no trânsito, é preciso que o condutor se comporte como os demais, respeitando a sinalização, observando as placas de sinalização nas ciclovias e ciclofaixas. “Não basta estar em cima da bicicleta, ele (ciclista) tem de ter o entendimento dessa realidade”, afirmou.

CAMPANHAS
Valéria critica a falta de campanhas de conscientização produzidas pela prefeitura e afirma que a mensagem precisa ser levada por diferentes canais e ambientes.

“Outdoor não funciona mais se as pessoas estão nas redes sociais, há muito a ser feito, parece que Piracicaba parou”, afirmou acrescentando que é preciso ir aos bares, empresas, escolas, grupos de esportes, academias e fazer compartilhamento com as secretarias da Educação e de Saúde, que sofrem com os resultados dos sinistros.

A prefeitura foi procurada ontem no final da tarde para comentar sobre campanhas, mas não houve tempo hábil para encaminhar a resposta.

Beto Silva
[email protected]

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