Eleitor diferenciou quem discutiu ideias de quem se preocupou com as fake news

Prefeito eleito faz novo anúncio de secretários | Foto: Amanda Vieira/JP.

O empresário paulista Luciano Santos Tavares de Almeida, 55 anos, chegou a Piracicaba em 1.969, com os pais Gilberta e Manuel Almeida. Ele é irmão da administradora de empresas Luciana Santos de Almeida e do advogado Manuel Rodrigues Tavares de Almeida Filho. No dia 29 de novembro, Luciano Almeida, fi liado ao partido Democrata (DEM), foi eleito prefeito de Piracicaba com 85.081 votos, representando 54,20% dos votos válidos.

O democrata é casado com a professora de educação física e de natação, Andréa Cristina Alves Mattedi de Almeida e pai do engenheiro de produção Luciano Santos Tavares de Almeida Filho, de 27 anos e da bacharel em direito, Beatriz Mattedi Tavares de Almeida, 24.

O prefeito eleito é formado em administração de empresas pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e pós-graduado em Administração e Gestão de Negócios Internacionais pela Universidade de Berkeley (EUA), com especialização em Parcelamento e uso do solo pelo Secovi (Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis).

Após 22 anos na iniciativa privada, Luciano foi secretário de Indústria e Comércio em Piracicaba e secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.

Além disso, ele foi presidente da Investe São Paulo, presidente do Conselho do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológico) e Conselheiro do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e do Desenvolve SP.

Atualmente ele é empresário e trabalha no apoio à empresas que buscam investir no Brasil e aos municípios que querem receber investidores. Sempre com o objetivo do desenvolvimento econômico sustentável e de geração de emprego e renda para as pessoas.

Nas horas vagas, o prefeito eleito se dedica ao esporte ‘de maneira geral’, como define. Ele já praticou quase todas as modalidades como futebol, vôlei, basquete, tênis, handebol, capoeira, judô, tênis de mesa, sinuca e truco. Atualmente se dedica à natação, ciclismo, golfe e musculação.

Luciano disse que no tempo livre, ou mesmo quando está viajando, gosta muito de ouvir música, dando preferência ao samba e rock dos anos 1970 e 1980.

Um dos maiores prazeres do novo prefeito de Piracicaba é viajar com a família. Ele contou que teve o privilégio de conhecer mais de 40 países ao redor do mundo, ‘mas sempre voltando a Piracicaba’.

Luciano define a cidade que vai governar nos próximos quatro anos como o seu porto seguro. “Aqui é o lugar que gosto de ficar e onde pretendo encerrar meu ciclo de vida”, afirmou.

Nesta semana, o democrata concedeu essa entrevista ao Persona do Jornal de Piracicaba, onde avaliou o processo eleitoral deste ano, a campanha, o resultado das eleições, secretariado e projetos para a cidade.

Como o senhor avalia as eleições deste ano em Piracicaba?

O senhor já havia participado de um pleito eleitoral na cidade? Se sim, qual cargo, ano e qual resultado (quantos votos)? Foi uma eleição difícil, com vários bons candidatos. Ficou notório através dos resultados das urnas, que uma parcela significativa da população optou pela renovação, por um novo estilo de administração. Será uma grande responsabilidade responder a altura por este anseio da população. Concorri uma vez ao cargo de prefeito municipal em 2016, quando tive 46.573 votos.

Nas eleições deste ano Piracicaba registrou um índice de abstenção de 34%, quando a média nacional ficou em 29%. A que o senhor atribui esse percentual de eleitores que não compareceram às urnas e, em sua opinião, qual o motivo da abstenção?

Essa eleição foi atípica por causa das consequências do novo coronavírus, seja no período reduzido envolvendo a campanha eleitoral, seja no grande número de abstenções no primeiro e segundo turno. A facilidade para justificar a ausência e uma certa desilusão com a classe política de maneira geral, também contribuiu para o alto número de votos brancos, nulos e abstenções.

Em entrevistas após o resultado das eleições no domingo, o senhor citou ataques pessoais que sofreu do seu adversário. Em algum momento da campanha o senhor partiu para o contra-ataque?

Não. Fizemos uma campanha limpa! De certa forma, acho que o eleitor percebeu isso e soube diferenciar quem discutia ideias e propostas de quem se preocupou mais com ataques e criação de fake news. A prova disso foi o resultado manifestado nas urnas.

Entre os pontos destacados pelo seu oponente, na reta final da campanha, está o fato de o senhor adquirir terras no Santa Rosa, incluindo a área de uma lagoa. Segundo o candidato, o senhor pretende construir um campo de golfe ou instalar um projeto imobiliário. As terras pertencem ao senhor? O que o senhor pretende construir na área?

Essa foi mais uma falácia criada pelo meu adversário para confundir a cabeça do eleitor. Eu realmente sou proprietário há 15 anos de um sítio rural no bairro Santa Rosa, que inclui uma represa artificial, porém nunca dei entrada em qualquer pedido de empreendimento imobiliário ou campo de golfe na Prefeitura. Mas, se fosse fazê-lo, não haveria problema já que a área é privada e possa dar a ela a destinação que bem entender, dentro da lei. Hoje tenho uma parceria agrícola que plantou soja no local.

Outro ponto explorado na campanha foi uma dívida sua de R$ 4 milhões em IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) com a área do Santa Rosa. O senhor reconhece essa dívida? Chegou a recorrer à Justiça para não pagá-la?

O referido sítio é um imóvel rural, em que pese estar em zona urbana do município. Pago ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural) há 15 anos. Eu só fui receber a primeira cobrança de IPTU em março desse ano, depois que anunciei oficialmente a minha candidatura à Prefeitura Municipal de Piracicaba. Coincidência? A verdade é que esta questão está sendo discutida na Justiça, porque se trata de um caso clássico de bitributação e cobrança indevida.

O seu vice, o ex-prefeito Gabriel Ferrato, fi cou hospitalizado (após sofrer um AVC). A ausência dele tem prejudicado o trabalho nesse momento de transição?

Sim, o ideal seria que o Gabriel estivesse conosco nesse momento de transição, mas isso agora está em segundo plano. No momento, a prioridade é que ele se recupere totalmente.

Caso o seu vice não esteja em condições de tomar posse no dia 1º de janeiro, o senhor pretende substituí-lo?

De maneira alguma. O Gabriel foi eleito como meu vice-prefeito na chapa do Democratas e vamos esperar que ele se recupere. Se Deus quiser, ele estará conosco na cerimônia de posse no dia 1º de janeiro.

O Governo do Estado anunciou, no início desta semana, o retorno à fase amarela do Plano São Paulo de enfrentamento da covid-19, inclusive Piracicaba está entre as 62 cidades com alerta de reforço da pandemia. Essa situação altera seus planos de início do mandato?

Estamos vendo que várias cidades estão se preparando para uma segunda onda do novo coronavírus, portanto, a área de Saúde deve ser prioridade nos meus primeiros dias de governo. Se acontecer, vamos chamar todos os segmentos da sociedade para decidir juntos sobre quais caminhos seguir. Devemos estar preparados para salvar vidas, mas tentando não criar problemas para a economia local que já está bastante fragilizada.

Beto Silva
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