Ao chegar na seção, Karen Silveira descobriu que outra pessoa com mesmo nome havia votado duas vezes | Foto: Claudinho Coradini/JP

Ao chegar na seção eleitoral no domingo (15), a eleitora Karen Caroline Silveira descobriu que outra pessoa, com primeiro nome igual ao seu, já havia votado em seu lugar e, por isso, não pode votar. O primeiro voto da outra eleitora não foi cancelado.


Karen conta que chegou na escola por volta das 16h30 e seu comprovante de votação já estava destacado junto à pessoa responsável por digitar o título antes da votação.


Nesse momento foi informada de que tinha ocorrido um problema ao meio dia com outra eleitora, com o mesmo nome. Em seguida, a mesária digitou seu título e, ao se dirigir à urna, verificou-se que o seu voto já constava como computado.


Um mesário, segundo Karen, explicou que a outra eleitora tinha votado duas vezes. “A primeira vez ela votou com o meu título e, depois que assinou no nome errado, elas tentaram cancelar esse voto com um código. Pediram para eleitora votar novamente com o título dela”, lembra. “Até aí, as mesárias provavelmente acharam que tinham cancelado o voto que a eleitora fez com o meu título. Quando cheguei lá, concluiu que o cancelamento não funcionou”, relata ao lembrar que as mesárias alegaram falta de treinamento.


Karen precisou assinar uma ata com o ocorrido e também abriu um B.O (Boletim de Ocorrência) para registrar o caso. “As mesárias simplesmente não conferiram o RG da outra eleitora e não prestaram atenção no que fizeram”, desabafa.


Procurado pela reportagem, o juiz da 271ª zona eleitoral, Mauro Antonini, afirmou que, pela leitura da ata, teria ocorrido uma “falha humana” ao digitar por equívoco o título quando a outra eleitora se apresentou. O erro foi percebido em seguida e digitaram o código de cancelamento, segundo orientações do treinamento. O juiz explica que o cancelamento não surtiu efeito porque a outra eleitora já havia confirmado o voto para vereador.


“Em nome da Justiça Eleitoral, lamentamos e pedimos escusas pelo ocorrido. Todos os mesários foram orientados por mensagem nesta data [ontem] para que, no segundo turno, ocorrendo situação similar, antes de qualquer outra providência, consultem o cartório eleitoral sobre o procedimento a adotar”, afirmou o juiz.


Antonini informou que análise até o momento indica que o problema em questão “não tem aptidão para produzir nenhuma alteração no resultado da eleição”.


Em nota, o juiz informou ainda que está sendo instaurada procedimento para apurar mais a fundo “as circunstâncias do ocorrido e adoção de eventuais medidas cabíveis”.

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Andressa Mota

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