Em 1 ano, Piracicaba registrou 591 incêndios em vegetações

Queimadas trazem inúmeros prejuízos à saúde, a fauna e a flora (Foto: Amanda Vieira/JP)

Ao longo de 2019, o Corpo de Bombeiros de Piracicaba registrou um total de 591 casos de incêndio em áreas de vegetação, o que representa mais de uma ocorrência por dia, segundo informou a prefeitura.Para combater o problema o Núcleo de Educação Ambiental, vai lançar uma campanha de conscientização contra as queimadas na cidade.


A ação pretende orientar a população de Piracicaba sobre vários fatores causadores de incêndios – como a queima de lixo, pneus e o descarte de bitucas de cigarro, entre outros -, e os locais disponíveis na cidade para o descarte adequado dos vários tipos de resíduos sólidos.


O objetivo da campanha é reduzir o número de queimadas que ocorrem durante a estiagem, período que se estende de maio até setembro. Puxada pelo slogan ‘Queimadas: Apague essa ideia!’, a ação publicitária será divulgada junto à população local por meio de conteúdo postado nas redes sociais, placas e cartazes que serão espalhados pelos bairros produzidos pelas equipes do Centro de Comunicação Social da Prefeitura e da Rádio Educativa FM.


NÚMEROS
De acordo com dados do 16º Grupamento de Bombeiros de Piracicaba, no ano passado só o município de Piracicaba registrou queimadas numa área de 10.289 hectares – sendo 284 hectares de vegetação natural e 10.005 de vegetação cultivada. “No período, o Corpo de Bombeiros atendeu um total de 591 ocorrências na cidade”, conta o tenente Beraldo, comandante dos pelotões do Corpo de Bombeiros de Piracicaba.


Em toda a área territorial atendida pelo 16º GB, que engloba 32 municípios da região de Piracicaba, em 2019 houve um total de 2.999 ocorrências e a área atingida por incêndios foi de 11.619 hectares (entre vegetação natural e cultivada), acrescenta o comandante. Esses números fazem parte do banco de estatísticas da Operação Corta Fogo, que é coordenada pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, por meio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade do Governo do Estado.


O secretário municipal de Defesa do Meio Ambiente, José Otávio Menten, afirmou que a cultura das queimadas é prejudicial à população e à natureza. “Ao longo da história da humanidade, o fogo foi uma importante ferramenta para o manejo de áreas de cultura agrícola e de pecuária. Mas, hoje, o fogo não é a técnica ideal para manejos, nem na zona rural nem na zona urbana. Queimadas causam incêndios florestais, a morte de animais silvestres, a poluição do ar, a destruição de áreas residenciais e acidentes
fatais”, apontou.

Da Redação