Piracicaba atingiu ontem 7.322 infectados e 183 óbitos (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Piracicaba registrou queda de 8% no número de óbitos por covid-19 na semana de 19 a 25 de julho em relação à semana anterior, de 12 a 18 de julho. No mesmo período, a diminuição de infectados pelo novo coronavírus na cidade foi de 35%.

De acordo com o Governo do Estado, no interior, houve aumento de 16% de óbitos na comparação entre as duas semanas. Ontem Piracicaba registrou sete mortes pela doença.

Segundo a Secretaria de Saúde do Município, as vítimas são três homens de 53, 75 (morador do Lar dos Velhinhos) e 93 anos, e quatro mulheres de 56, 72, 87 e 88 anos de idade. Piracicaba também registrou ontem 181 infectados pelo coronavírus, subindo para 7.322 casos confirmados e outros 1.081 suspeitos.

RESPIRADORES
O Governo do Estado de São Paulo distribui, nesta semana, mais 111 respiradores para 27 cidades do interior e a Capital. Os novos equipamentos permitem a abertura de novos leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) e, assim, garantem atendimento aos casos graves provocados pelo novo coronavírus.

Os respiradores serão destinados para serviços localizados em onze DRSs (Departamentos Regionais de Saúde). Na capital, serão destinados 40 equipamentos para o Hospital Santa Marcelina de Itaquera, na zona leste de São Paulo. À região de Franca, serão enviados 20 respiradores, sendo 10 para Santa Casa de Ipuã, 5 para a Santa Casa de Ituverava e 5 para o Hospital São Marcos em Morro Agudo.

Já a região de Campinas receberá 11 respiradores para fortalecer a rede hospitalar, sendo 6 para o Hospital de Campanha (Unimep) em Santa Bárbara d’Oeste, três para o Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus em Bragança Paulista e dois para a Santa Casa de Cosmópolis. Outros dois vão para o Pronto Atendimento de Engenheiro Coelho, na região de Piracicaba.

TESTES VACINAS
O Governo de São Paulo começa nesta semana os testes clínicos da vacina contra o coronavírus em quatro novos centros de pesquisa. O potencial imunizante está em fase final de pesquisa por meio de uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Sinovac Life Science.

A testagem coordenada pelo Butantan terá a participação de 9 mil voluntários e deve ser concluída entre o final de outubro e o início de novembro.

Dos 12 centros de pesquisa selecionados no Brasil, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o HC (Hospital das Clínicas) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP iniciam a pesquisa amanhã. No dia seguinte, é a vez da Universidade Municipal de São Caetano do Sul e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

O Emílio Ribas e o Centro da UFMG contarão com 852 participantes cada. Já a Universidade Municipal de São Caetano do Sul terá 652 voluntários, além de outros 500 no HC de Ribeirão Preto.

O primeiro centro a testar a Coronavac em voluntários foi o HC da Faculdade de Medicina da USP, na capital, na última terça (21). A terceira fase de testes no HC em São Paulo é direcionada a 890 voluntários. O início dos testes nos demais centros será anunciado nos próximos dias.

O imunizante desenvolvido pela Sinovac Life Science é um dos mais promissoras do mundo porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. O Instituto Butantan avalia que sua incorporação ao sistema de saúde deva ocorrer mais facilmente.

O laboratório asiático já realizou testes em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra o coronavírus.

A farmacêutica forneceu ao Butantan as doses da vacina para a realização de testes clínicos de fase 3 em voluntários no Brasil, com o objetivo de demonstrar sua eficácia e segurança.

Caso a vacina seja aprovada, a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala e fornecimento gratuito ao SUS. Os passos seguintes serão o registro do imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e distribuição em todo o Brasil.

Beto Silva

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