Em 2 meses, CCZ registra 2º casos de raiva em morcego

Foto: Amanda Vieira/JP

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Piracicaba registrou ontem o segundo caso de raiva em morcego neste ano, confirmado após análise do CCZ em São Paulo. Segundo o centro, o animal foi encontrado vivo, no dia 15, caído em uma chácara no bairro Campestre e era de hábito insetívoro (se alimenta de insetos).

Somente este ano, o CCZ já recolheu e enviou para diagnóstico da raiva, aproximadamente, 100 morcegos. No ano passado, ao todo, foram cerca de 300 animais recolhidos, com seis positivos para a doença, sendo que dois desses positivos foram recolhidos no Parque Orlanda, no Jupiá, no Centro, no Pau D´Alhinho e na Vila Independência.

O CCZ alerta os donos de cães e gatos que não estejam com a vacina antirrábica em dia, para que os animais sejam vacinados, já que ficam expostos à contaminação. A vacina antirrábica é gratuita e está disponível no Canil Municipal (CCZ), durante o ano todo, de segunda à sexta-feira, das 9h às 15h; e aos sábados, das 9h às 11h e das 12h30 às 14h. Não é preciso fazer agendamento. Os morcegos da família vespertilionidade possuem a maior diversidade de gêneros e espécies entre os quirópteros, sendo composta por animais de hábito insetívoro. Eles coletam insetos em pleno vôo. Se alimentam também de aracnídeos (aranhas e escorpiões).

São indivíduos de pequeno a médio porte e sua presença é comum nas cidades, área rural ou florestas, podendo viver solitário ou formando de pequenas, médias ou grandes colônias, de centenas a milhares de indivíduos. Se abrigam em cavernas, fendas de rochas, frestas de edificações humanas, ocos ou folhagem de árvores e folhas secas de palmeiras.

Em fevereiro, uma equipe do CCZ registrou o primeiro caso de raiva em morcego em Piracicaba, o animal estava morto e foi encontrado próximo de uma escola, no Parque Orlanda.

Beto Silva
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