Em 2019, Piracicaba teve 45 carros novos por dia nas ruas

Cidade emplacou 45 veículos por dia em 2019; no abo passado foram 38 unidades/dia, segundo Fenabrave (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

Em 2019, as ruas de Piracicaba receberam, por dia, 45 novos veículos, segundo os números da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). De acordo com os números da instituição, no ano passado, foram emplacados 11.437 veículos na cidade, 1.733 a mais do registrado em 2018 (9.704).

Os números se referem a automóveis, veículos comerciais leves, ônibus, caminhões e motos emplacados em Piracicaba em 2019, e representam 18% a mais que o ano anterior. Do total de emplacamentos, 7.709 foram de automóveis de passeio. Assim, por dia, 30 carros zero quilômetro foram vendidos em Piracicaba no ano passado.

A venda de carros novos em Piracicaba durante o último ano também ficou acima da média nacional. Para o período, a expectativa da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) era de 11%.

Segundo a associação, 2019 foi o melhor ano de vendas domésticas desde 2014 e, mesmo assim, não foi suficiente para que o mercado brasileiro voltasse a ficar acima de 3 milhões de veículos emplacados.

Segundo os dados divulgados nesta semana, no total, foram vendidas 2,94 milhões de unidades, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O número revela crescimento de 8,6% sobre 2018.

Agora, a aposta da associação dos fabricantes, é que 2020 seja melhor. Em sua primeira previsão para o ano, divulgada à imprensa na terça-feira (7) a entidade antevê que as vendas de veículos no país vão crescer 9,4%, chegando a 3,05 milhões de unidades emplacadas até o fim de 2020 (é a mesma projeção dos concessionários divulgada pela Fenabrave na semana passada).

Se o cálculo estiver correto, será a primeira vez desde 2014 que o mercado nacional ultrapassa os 3 milhões de veículos vendidos, mas, ainda assim, ficará 750 mil abaixo do pico histórico de 2012, de 3,8 milhões de unidades vendidas.

O presidente da Anfavea, Luiz Carlos de Moraes, destaca que 2020 começa com condições melhores do que em 2019.

Ele citou especialmente a queda acentuada da inflação, que derrubou a taxa básica de juro (Selic) para 4,5% ao ano.

O dirigente espera que em algum momento deste ano a tendência de baixa também seja refletida nas taxas do crédito direto ao consumidor (CDC), principal instrumento para financiamento de veículos, que já caíram para menos de 20% ao ano, “mais ainda tem muito espaço para redução se for considerada a distância (spread) em relação à Selic”, diz, lembrando que de 2013 a 2015 essa diferença já foi bem menor.

Beto Silva

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