Em 4 anos, acidentes com escorpião aumentaram quase 3 vezes na Santa Casa

Em caso de picada de escorpião, é recomendado lavar o local com água e sabão e procurar imediatamente uma unidade de saúde | Foto: Amanda Vieira/JP

Com a chegada do calor é preciso ficar alerta para os acidentes com animais peçonhentos, em especial os escorpiões. Um dos centros de referência para o soro antiescorpiônico do DRS-10 (Departamento Regional de Saúde de Piracicaba), a Santa Casa tem registrado aumento de atendimentos por acidente com esse animal. Até 14 de dezembro, foram 443 vítimas. Esse valor já é o maior dos últimos quatro ano.


Além da Santa Casa, a UPA Vila Cristina também passou a oferecer o soro antiescorpiônico neste ano. A reportagem solicitou à SMS (Secretaria Municipal de Saúde) os dados gerais da cidade, mas até o fechamento desta edição os dados não foram encaminhados.

Na Santa Casa, os atendimentos de picadas de escorpião têm aumentado nos últimos anos. Segundo dados da CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) do hospital, em 2017 foram atendidas 153 pessoas. Em 2018 foram 263. Em 2019, 373 pessoas e até 14 de dezembro de 2020 esse número já estava em 443.

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No Estado, até a primeira quinzena de outubro, foram registrados 23.637 acidentes com escorpiões, o que representa 73% dos casos de todos os animais peçonhentos até a mesma data (32.414), e sete óbitos. “É uma corrida contra o tempo. É necessário seguir um protocolo rígido e contar com uma equipe bem treinada e capacitada, principalmente em situações que envolvem crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e que devem ser levados diretamente ao centro de referência. É preciso sintonia e agilidade na assistência a esses pacientes”, ressalta o médico coordenador do Pronto Atendimento da Santa Casa, Amando Camargo Cunha Junior.


Cunha orienta que, ao ocorrer acidente com escorpião, é preciso manter a calma, lavar o ferimento com água e sabão e, o mais rápido possível, ir até uma unidade de saúde, como UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou UBS (Unidade Básica de Saúde), onde os profissionais farão a triagem e, havendo necessidade do soro, vão encaminhar para um centro de referência. O médico recomenda levar o animal ou foto dele para identificação da espécie.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, as crianças com menos de dez anos são as principais vítimas e, por isso, requerem mais cuidado. “Especificamente para os pequenos, é essencial ir rapidamente a um ponto estratégico, pois a picada é fatal se o soro não for administrado em até uma hora e meia”, explica o veterinário do Centro de Vigilância Epidemiológica, Luciano Eloy.

Andressa Mota

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