Em homenagem ao aniversário da cidade, OSP toca Rio de Lágrimas

Apresentação é hoje (31), às 20h pelas redes sociais (Foto: Valéria Rodrigues)

O experiente maestro piracicabano Jamil Maluf, assim como a OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba), encaram novos desafios do ofício em meio à pandemia. A impossibilidade de concertos presenciais e a improbabilidade de profissionais da música de erudita ficarem longe das partituras e apresentações levaram todos eles para o mundo online e suas múltiplas possibilidades neste período inédito da sociedade moderna. E foi à distância que o regente e 45 músicos da OSP tocaram e gravaram uma versão orquestral de “Rio de Lágrimas”, a “Rio de Piracicaba” no popular, com lançamento hoje, às 20h, nas redes sociais da Câmara de Vereadores de Piracicaba e da instituição musical.

A produção é como um ‘presente’ do Legislativo e da OSP a Piracicaba, que completa 253 anos no sábado (1º), conta Maluf. Com duração de três minutos, a apresentação em formato inédito de “Rio de Lágrimas” poderá ser assistida no Facebook e YouTube oficiais da Câmara. O material também estará disponível no Facebook, Instagram e YouTube da orquestra.

A regência foi à distância, conta o maestro. “Apareço no centro do vídeo, enquanto os músicos estão em volta na tela, num grande mosaico. É um formato que inclusive virou a opção e é feito por todas as principais orquestras do mundo”, ele revela.

Em determinados trechos do vídeo, são inseridos mosaicos com 45 dos 60 músicos da OSP, de todos os naipes, que fizeram a gravação da música das respectivas casas, assim como Maluf. Mas nem todos. Oito instrumentistas gravaram externamente, em locais considerados cartões-postais piracicabanos, como a margem do rio Piracicaba, entorno da Ponte Pênsil, Casa do Povoador, fachada da Câmara de Vereadores, no bairro Monte Alegre e no interior e exterior da Capela São Pedro.

Completam a produção imagens do Parque do Engenho Central, espaço que abriga o Teatro Engenho, palco das apresentações da OSP entre 2015 e 2018, e o Teatro Municipal Dr. Losso Netto, casa oficial dos concertos do conjunto, desde o ano passado.

Os arranjos da música têm a assinatura de Jackson Lúcio, trompista da OSP. Além dele, contribuíram o também trompista Evandro Neves e o trombonista Felipe Martim Coelho, este último responsável pela edição do vídeo e sincronização do áudio, e Bruno Brito na mixagem e masterização. “Os músicos gravaram em cima de uma linha mestra, enviada por e-mail”, revela Maluf sobre a dinâmica do processo. E mais novidades da OSP virão ainda esse ano, ele conta.

Além de destacar o ineditismo da produção, Maluf conta que só foi possível concretizá-la devido ao incentivo do Câmara. O Departamento de Comunicação foi o responsável pela edição final e captação de imagens externas, aos cuidados de Gustavo Annunciato e Márcio Bissoli Miglioranza. O roteiro e a direção artística são de Rodrigo Alves e a direção geral é de Valéria Rodrigues.

Erick Tedesco