Em meio à pandemia, falta água em diversos bairros da cidade

Estimativa é que volte ao normal em setembro (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Diversos bairros da cidade enfrentam falta d’água nas últimas semanas, em meio à pandemia. Uma moradora do Cecap I procurou o Jornal de Piracicaba porque há mais de um mês – segundo ela – falta água quase todos os dias no bairro. Requerimentos de vereadores que pedem explicações do município sobre a escassez do recursos, além de discussões sobre o tema na reunião extraordinária da última quinta-feira (13), apontam a mesma situação em outros locais, como Chácara Nazareth II, condomínio Terras São Geraldo e Nova Suíça, Monjolinho e região do Santo Antonio.


De acordo com o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto), o principal fator para a falta de água é a estiagem e, por isso, “nos últimos dias, tem ocorrido períodos de baixa pressão e mesmo falta de água de água em algumas regiões da cidade”.

“Está faltando água aqui faz mais de mês. A gente liga para fazer a reclamação, eles falam que é problema lá na captação. Outra hora eles falam que é cano que estourou”, relata a aposentada Maria Joé Rubia Furlan, moradora do Cecap I. “Se eu usar água do reservatório, quando chega à tarde não tem água nem para lavar as mãos. No meio de uma pandemia dessa, a gente não tem água”, complementa.

Maria José comenta que em alguns horários do dia a água chega até as residências, como ocorreu na última sexta-feira (14), mas em pouca quantidade e curto período. “A água veio 6h, 9h não tinha mais água. Mas veio um pingo de água e nem sobe no reservatório”, explica.

Além dos requerimentos 403 e 404/2020 – do vereador Paulo Campos (PODE) solicitar informações sobre o problema no bairro Nova Suíça (condomínio Terras São Geraldo) e no Nazaré II, respectivamente, o vereador Ary Camargo Pedroso Jr (SD) questionou o executivo sobre a falta d’água nos bairros Cecap, Eldorado e São Francisco, pelo requerimento 363/2020.

As solicitações pedem providências e explicações do Semae e exigiram que a autarquia informe à população sobre a previsão de cortes e preste orientações sobre a necessidade de reduzir o consumo durante o período de estiagem e quarentena.

O Semae informou que trabalha para aumentar a produção e fornecer água à população, porém disse em nota que “a regularização completa do abastecimento de água só ocorrerá no final da estiagem, provavelmente na primeira quinzena do mês de setembro”. A autarquia afirmou ainda que enfrenta três problemas no fornecimento de água neste período. “Baixa vazão nos mananciais, rio Corumbataí e rio Piracicaba, causada pelo baixo índice de chuvas este ano, que vem sendo abaixo da média em quase todos os meses; qualidade da água do rio Piracicaba, que na época da estiagem, devido a redução da vazão do rio, concentra poluentes, piorando a qualidade; e o aumento da temperatura e o tempo seco, aumentando a demanda de água”, explica em nota.

Andressa Mota