Em Piracicaba, 56 mil famílias recebem benefício

“É muito difícil e estamos passando por apertos”. Foto: Alessandro Maschio/JP

Família relata dificuldades em se manter com auxilio

Dados do Ministério da Cidadania informam que em Piracicaba 56.400 famílias contam do auxílio emergencial do Governo Federal, o que representa um investimento de R$ 24,6 milhões. O benefício tem por objetivo atender o maior número de famílias em situação de vulnerabilidade, assegurando uma renda mínima para essa parcela da população durante a pandemia de covid-19.

Segundo a pasta, foram contempladas, até o momento, 39,2 milhões de famílias que atenderam aos critérios de elegibilidade. O repasse já alcança a marca de R$ 17,89 bilhões.

De acordo com o Ministério da Cidadania, o público-alvo do benefício são os cidadãos que já estavam recebendo, em dezembro do ano passado, o auxílio emergencial. Além de aprimorar as regras de elegibilidade ao benefício, instituiu critérios de permanência, com reavaliações mensais para verificar a renda a partir de vínculo de emprego e de recebimento de benefícios assistenciais ou previdenciários.

SOBREVIVÊNCIA
Suelen Conrado Jerônimo trabalha com decoração. Ela, o marido e o filho de 16 anos trabalham juntos com eventos. Os gastos mensais da família com aluguel, alimentação, combustível e contas de consumo somam R$ 2.540 mil. Para pagar parte das despesas, eles têm contado com a ajuda de amigos e com R$ 250 do auxílio emergencial ao qual o marido teve direito.

Com a experiência em festas, eles desenvolveram um ‘kit quarentena’ para as pessoas montarem as festas em casa. ‘Isso tem nos ajudado”, admitiu.

“É muito difícil e estamos ainda passando por apertos, já que eventos de grande porte não podem ser realizados. No mês de abril do ano passado tivemos 28 eventos cancelados e adiados, já em março e abril desse ano precisamos receber ajudas porque não ganhamos nem para o alimento”, contou.

Neste ano, a família precisou mudar de casa para reduzir as despesas. “O que se faz com R$ 250?”, questiona.

Suelen resume a situação como uma bola de neve e relata a preocupação da família em como serão os próximos meses. “Se parar tudo de novo não sabemos o que vamos fazer para assumir o compromisso das nossas contas”, afirmou.

Beto Silva

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