Em Piracicaba, 77% aprovam taxação de grandes fortunas

A maioria dos piracicabanos é favorável a taxação das grandes fortunas como forma de reduzir as desigualdades sociais. O resultado foi revelado na pesquisa realizada neste mês pelo Indsat (Indicadores de Satisfação dos Serviços Públicos). Ao todo, 77% dos entrevistados consideraram correta a proposta, 18% classificaram como errada e 5% acham viável apenas em momento de crise. O maior índice de aprovação da proposta foi entre os que possuem nível superior (85,1%) e a menor aprovação entre os que possuem ensino médio (71,6%). A aprovação da taxação de grandes fortunas é menor também entre os evangélicos (72,6%) do que entre os católicos (81,4%).

Na pesquisa da Indsat, foram ouvidos 600 moradores de Piracicaba, maiores de 16 anos. A coleta de dados, que aconteceu na primeira semana de maio, apresenta uma margem de erro de 4% sob um intervalo de confiança de 95%.

A taxação de grandes fortunas é parte de um novo estudo da Indsat que tem sido aplicado em todas as pesquisas realizadas nos municípios paulistas. O objetivo é observar o movimento teórico da população entre os conceitos e ideias que flutuam entre a esquerda, centro e direita. Para isso, foi criado um conjunto de perguntas das quais as respostas sugerem predisposições do entrevistado para um determinado posicionamento político, seja de esquerda, centro ou de direita.

“Cada pergunta foi desenvolvida baseada no comportamento das propostas de cada agrupamento político”, explica o pesquisador e jornalista Paulo Ricardo Gomes, diretor da Indsat. De acordo com ele, “a cada resposta dada pelo entrevistado, ele é posicionado conforme a movimentação dos grupos políticos da esquerda, direita ou centro diante da mesma proposta”.

Ainda, segundo ele, para cada investigação realizada foi criada uma terceira opção, que dá ao entrevistado a possibilidade de escapar da polaridade entre esquerda e direita. Assim foi possível criar a seguinte classificação de cada população: esquerda, centro esquerda, centro, centro direita e direita. “Com essa investigação, nós saberemos, por exemplo, como pensa o eleitor de cada candidato e como ele flutua em meio às propostas de cada movimento político”, explica Gomes. “Saberemos, portanto, quais as cidades apresentam um viés mais de esquerda ou de direita de acordo com as respostas dadas às perguntas que foram formuladas”, completa o pesquisador.

Paulo Gomes explica ainda que não será solicitado ao entrevistado que ele faça a sua própria classificação. Ele será naturalmente identificado de acordo com as suas respostas. “Nós estamos observando uma forte incongruência das pessoas em relação ao comportamento de seus políticos”.


Beto Silva

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