Em Piracicaba, adolescente de 13 anos é acolhida pelo Conselho Tutelar após maus-tratos da mãe

Foto: Claudinho Coradini/JP

Em Piracicaba, uma adolescente de apenas 13 anos foi acolhida pelo Conselho Tutelar após sofrer maus-tratos por parte da própria mãe. O caso ocorreu na noite da última sexta-feira (14), por volta das 20h20.

A ocorrência foi atendida por agentes da GCM (Guarda Civil Municipal). Eles informaram que realizavam serviços de praxe na base da GCM da avenida Raposo Tavares, no bairro da Paulicéia, momento em que foram surpreendidos por uma mulher de 35 anos que, de forma espontânea, adentrou a base segurando a filha de 13 anos pelo cabelo.

Ao questionarem a mulher sobre o porquê dos maus-tratos, ela informou que ia sair com a filha para comprar roupas de presente; contudo, mediante a recusa da adolescente, ficou agressiva e levou a adolescente daquela forma à base da GCM para que o Conselho Tutelar fosse acionado. Os guardas relataram que a mulher encontrava-se em grande estado de agressividade e instabilidade emocional, aparentando estar fora de si, visto que fornecia informações desconexas e gritava em plena via pública.

Já a adolescente buscou abrigo na parte interna da base. Ela relatou aos guardas que vive com sua avó de 93 anos e com seu pai, portador de esquizofrenia, porém detentor de sua guarda legal. A criança contou que decidiu acompanhar a mãe, pois temia que ela ficasse agressiva com sua avó de 93 anos por conta de ela já ser idosa. Acerca das agressões, a adolescente disse que sua mãe lhe ofereceu uma roupa, mas ela não aceitou, razão pela qual sua mãe a pegou pelo cabelo e a levou até a base da GCM.

Já ao questionarem a mãe da adolescente, a autora dos maus-tratos, ela nada esclareceu sobre o ocorrido. Como estava muito nervosa, ela apresentava dificuldade em articular ideias e palavras.

Os agentes da GCM informaram, ainda, que não havia nenhuma lesão visível no corpo da adolescente, mas que ainda assim acharam melhor solicitar a expedição de um exame de corpo de delito à vítima. O Conselho Tutelar também foi acionado.

No plantão policial, o delegado Mario Bortoleto Torina tomou ciência do ocorrido e registrou o fato como crime de maus-tratos, conforme rege o artigo 136 do Código Penal. Na sequência, o caso foi encaminhado ao 3º Distrito Policial do município (área da circunscrição), para que haja prosseguimento da investigação.

Rafael Fioravanti | rafael.fioravant[email protected]

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