Em Piracicaba, maioria dos mortos tem entre 61 a 80 anos

Foto: Claudinho Coradini/JP

Segundo a Vigilância Epidemiológica, das mortes registradas, 545 pessoas eram dessa faixa etária

A maioria das vítimas fatais de covid-19 em Piracicaba tem entre 61 e 80 anos. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, das 1.102 mortes registradas até ontem (21), 545 (49,5%) pessoas estavam nessa faixa etária. Na sequência, pessoas com idades entre 41 e 60 anos somam 259 vítimas, seguido das de 251 pessoas acima dos 81 anos, 46 pessoas de 21 a 40 anos e uma vítima entre 16 e 20 anos. Os dados também revelam que os homens são maioria entre os mortos por covid-19. Segundo o órgão municipal, dos 1.102 mortos, 634 eram homens, que representam 58% dos óbitos pela doença.

Ontem, a Secretaria de Saúde de Piracicaba registrou quatro mortes por covid-19, sendo um homem de 45 anos e três mulheres de 57, 77 e 92 anos. A pasta confirmou ainda 255 casos positivos da doença. Com isso, são 1.102 mortos e 56.934 infectados.

Sobre o perfil dos mortos pela doença, a secretaria informou que não é possível especificar porque homens morrem mais pela covid-19 que mulheres. “A orientação para evitar contaminação segue a mesma para toda a população: usar máscara, álcool em gel para higienização das mãos, sair de casa somente quando necessário, evitar festas clandestinas e aglomerações, tomar as duas doses da vacina contra a covid-19”, informou em nota.

VARIANTE
“Infelizmente estamos na pior fase desde o início da pandemia, fruto da variante P1 do Sars Cov2, que apareceu em Manaus em dezembro de 2020, sendo hoje responsável por mais de 90% dos casos da Covid-19 em Piracicaba”, o alerta é do infectologista, coordenador do SCIH– Serviço de Controle de Infecção Hospitalar- da Santa Casa de Piracicaba, Hamilton Bonilha de Moraes.

O médico explicou que a variante viral tem um poder maior de transmissibilidade e provavelmente de maior gravidade, pois pessoas infectadas pela P1 têm carga viral dez vezes maior que o vírus inicial responsável pela primeira onda da pandemia, podendo assim, se disseminar mais rapidamente pelos órgãos, principalmente pulmões.

Segundo ele, como consequência desse real cenário em Piracicaba, a cidade registra taxas de ocupação dos leitos de UTI próximas, e às vezes até acima, de 100% e alta taxa de mortalidade, principalmente em pessoas mais jovens. Ontem, a taxa de ocupação da UTI na cidade estava em 92% para leitos do SUS e 83% no setor privado.

Outro ponto dramático, segundo o infectologista, é que uma das principais características dessa variante é o acometimento de indivíduos entre 20 a 54 anos de idade, com agravamento rápido do quadro clínico, que reforça a necessidade de procurar um serviço de saúde no início da doença e não apenas quando os sintomas se agravarem.

Beto Silva
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