Em um ano, número de acidentes envolvendo ciclistas dobra em Piracicaba

Foto: Alessandro Maschio/JP

Foram 14 casos no 1º semestre de 2020 e 28 no mesmo período deste ano, os dois anos registraram uma morte

Nos seis primeiros meses de 2020 foram registrados 14 acidentes envolvendo bicicletas em Piracicaba. Este número foi ultrapassado em 2021, quando foram registrados 28 sinistros no mesmo período. Já o número de vítimas fatais é o mesmo nos dois anos, um ciclista morreu no primeiro semestre de 2020 e outro no mesmo período deste ano. Os dados, fornecidos pela plataforma digital de seguros Kakau foram obtidos via lei de acesso à informação. O acidente com vítima fatal de 2020 ocorreu na estrada vicinal próximo aos bairros Santana e Santa Olímpia. Em abril, o ciclista Anderson Cleyton de Souza, 39 anos morreu atropelado no cruzamento das avenidas Armando de Salles Oliveira e Torquato da Silva Leitão, no São Dimas.

Quando o assunto é a mobilidade urbana em Piracicaba, levando em conta o aumento de 100% em um ano, não há muito o que comemorar. Para quem usa a bicicleta diariamente nas vias da cidade, vive uma situação perigosa, como avaliou o integrante do Coletivo Bicicletar, Caio Rozzati Feliciano.

Quanto a existência de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, a cidade de Piracicaba não é um dos melhores exemplos. Anunciada no Plano 100 dias em abril deste ano, a construção de 40 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas nos próximos quatro anos vai ser iniciada em dezembro, segundo informou a prefeitura.

A cidade conta com apenas 5,8 quilômetros, que serão revitalizados por meio do projeto CicloVidas´, que conta também com a construção de novas rotas para as bikes. “É urgente que a prefeitura de Piracicaba dê mais atenção às bicicletas. Com mais veículos desse tipo nas ruas e sem uma infraestrutura em bom estado de conservação para recebê-las, infelizmente a tendência é de vermos um aumento no número de sinistros”, explicou o CEO da Kakau, Henrique Volpi.

A Semuttran (Secretaria de Mobilidade Urbana, Trânsito e Transporte) informou que, partir de agora, a mobilidade ativa, em que as bicicletas estão inseridas, passa a integrar as prioridades da pasta, em linha com o que estabelece o Plano Nacional de Mobilidade Urbana, o Plano Diretor e o Plano de Mobilidade de Piracicaba, assim como iniciativas como Rede Ruas Completas.

A secretaria acrescentou que há um processo licitatório, em andamento, para a contratação de empresas para a elaboração de estudos e projetos básicos e executivos relacionados à mobilidade urbana. “Os serviços serão contratados, principalmente, para a elaboração de projetos de ciclovias em importantes avenidas da cidade, como aquelas que foram elencadas pelos participantes da Pesquisa CicloVidas, realizada no mês de maio deste ano”, informou.

De acordo com Volpi, em uma cidade carente de rotas preferenciais para bicicletas, todo cuidado é pouco ao sair de casa e trafegar em estradas, ruas, parques ou ciclovias.

Beto Silva
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