No estabelecimento do investigado os policiais apreenderam equipamento no relógio de energia (Divulgação)

Um empresário de 29 anos foi preso acusado de fazer “furto de energia em seu estabelecimento, no bairro São Dimas, nesta quarta-feira (15). Ele foi autuado em flagrante sob acusação de estelionato e não teve direito à fiança. A ação foi realizada pelo Grupo Operacional da Delegacia Seccional. Desde o início da semana, seis empresários foram identificados cometendo o mesmo crime, conhecido popularmente como “gato” pela Polícia Civil, dos quais, dois deles continuam foragidos.

Segundo o boletim de ocorrência, os policiais civis, acompanhados de funcionários da CPFL Paulista constataram que no estabelecimento do empresário verificaram que junto ao relógio de energia foi instalado uma peça denominada “jumper”, a qual faz a medição

Para menos do consumo. Os peritos do IC (Instituto de Criminalística) foram acionados e constataram a fraude.

Os policiais esclareceram que o caso não se tratar da figura do “gato” de energia elétrica, em que há subtração e inversão da posse do bem, mas sim a prestação de serviço lícito, regular, com contraprestação pecuniária, em que a medição da energia elétrica é alterada, como forma de burlar ao sistema de controle de consumo, fraude, por induzimento ao erro da companhia de eletricidade, que mais se adequa à figura descrita no crime de estelionato.

O delegado Seccional Américo Sidnei Rissato disse que ação foi realizada para coibir essa prática de crime. “Esse tipo de ação prejudica quem cumpre suas obrigações fazendo seus pagamentos em dia, pois no final das contas pagará mais caro, por aquele qie não pagará nada. Nosso objetivo é desestimular quem faz isso, pois infelizmente esse tipo de equipamento é comprado facilmente pela internet. Só que ele pode ser descoberto devido à ação conjunta da polícia e funcionários da CPFL. Os envolvidos poderão ser autuados em flagrante por furto de energia ou estelionato”, afirmou o delegado.

Segundo ele, as investigações continuarão a ser realizadas na tentativa de identificar outros envolvidos no esquema.

Cristiani Azanha

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