Empresário, informal ou desempregado são maioria

Thais conseguiu emprego após um ano sem trabalho. Foto: Alessandro Maschio/JP

População Economicamente Ativa (PEA) na cidade chega a 277.462 trabalhadores; celestistas são 42%

Em Piracicaba, 57% tem empresa, trabalho informal ou está desempregado. Menos da metade da População Economicamente Ativa (PEA) tem carteira de trabalho assinada na cidade. Até abril, 117,6 mil pessoas estavam empregadas formalmente. Diante de uma força de trabalho total de 277,4 mil, a cidade tem 42,41% de celetistas. Portanto, quase 160 mil pessoas estão no grupo de desempregados, informais e empresariado. Os dados estatísticos estão baseados no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e a faixa de pessoas em idade para o mercado de trabalho – de 15 a 64 anos de idade – é da Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados Estatísticos).

Pouco mudou em relação ao ano passado. A taxa de celetistas ficou em 41,5%, quando 115,1 mil trabalhadores estavam formalmente ocupados diante de uma disponibilidade de mão de obra de 277,3 mil. Apesar de, neste ano, a cidade ter conseguido ampliar em 2,23% o número de vagas com carteira em 2.574 frente ao realizado em 2020 e a PEA ter crescido pouco – alta de 0,04% ou mais 118 pessoas – o nível de emprego formal não aumentou nem um ponto percentual.

A última taxa nacional de desemprego anunciada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) foi de 14,7%. Aplicado o índice na cidade, 40,78 mil piracicabanos estariam desempregados. Um conjunto de fatores pressionam o mercado de trabalho: a baixa no consumo e fim das reservas pessoais para manutenção das próprias despesas, aponta a última análise da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

DICAS DO RH
Há erros. Há acertos. A falta de comunicação e um currículo objetivo estão entre as dicas ouvidas de duas especialistas no assunto recrutamento e seleção. Eliana Ferraciolli Guedes, da Marcha, tem mais de 30 anos na área de recursos humanos. Segundo ela, os candidatos pecam muito na elaboração do currículo. “Não focam na especificidade e perdem oportunidades. Na entrevista, ser assertivo e objetivo.”

Outro ponto destacado é quanto ao contato disponibilizado para o recrutador. Luci Gomes, da Expert, que tem mais de 20 anos como coordenadora na área, conta que a mudança do número de celular complica a vida de quem procura por emprego. Caso haja a mudança, é preponderante atualizar a agencia e aonde mais foi distribuído o currículo. “Também o mercado procura por quem tem disponibilidade e vontade de trabalhar.”

Thais Paes, 39, nunca tinha ficado mais de um ano desempregada. Recentemente, ela saiu do risco de entrar para o grupo do desemprego de longa duração. Com curso superior incompleto em administração e experiência na área, conquistou um emprego. “A vaga e o emprego são maravilhosos”, conta a nova admitida pelo varejo calçadista.

MAIS PROCURADOS
Conforme as duas especialistas ouvidas, as vagas com maior nível de contratação estão nos setores de metalmecânica, fundição e automobilística. Esses profissionais têm nível escolar técnico ou ensino médio completo.

Cristiane Bonin
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