Empresário que causou morte de mãe e filho é denunciado por dolo eventual e pode ir à júri

Empresário foi denunciado por dolo eventual pelo MP (Claudinho Coradini/JP)

O Ministério Público denunciou um empresário de 36 anos por dolo eventual e lesão corporal. Se acatado pela Justiça, ele pode ir à júri popular. Ele foi preso pela Polícia Militar, após ter se envolvido em acidente de trânsito na avenida Armando Sales de Oliveira, em 23 de agosto deste ano.  Vilmar Alves Moura, 52 e seu filho Gabriel Alves Moura, 26, eram passageiros do Fiat Uno, conduzido pelo seu marido, o motorista R.A.M., de 52 anos. O carro da família foi atingido pelo Toyota Corolla, dirigido em alta velocidade, pelo empresário, que estava alcoolizado, segundo a Polícia Civil. Já o motorista R. foi socorrido ao Hospital Fornecedores de Cana e teve alta médica.

O TJ (Tribunal de Justiça) confirmou nesta quarta-feira (16), que o empresário continua preso na Penitenciária de Tremembé, em São Paulo. A advogada do réu chegou a pedir o habeas corpus de seu cliente, mas foi indeferido pela Justiça.

DENÚNCIA

O promotor Aluisio Antonio Maciel Neto considerou que o empresário agiu de forma a resultar perigo comum e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, com dolo eventual – por conduzir o veículo em excesso de velocidade e sob a influência de álcool. De acordo com a denúncia, se apurou, que desde às 22h30 do dia 22 de agosto, o empresário esteve em um bar, onde encontrou um colega e, juntos, beberam até os 30 minutos da madrugada do dia seguinte. Com o fechamento do estabelecimento decidiram ir a uma boate.

Eles entraram no  o veículo Corolla, do empresário, que dirigia em velocidade excessiva pelas ruas da cidade. Adentrou a Rua XV de Novembro e se dirigiu até um posto de gasolina situado no cruzamento entre a rua São José e a avenida Armando de Salles Oliveira. Neste posto de combustível adquiriram mais uma garrafa de vodka. Em seguida, retornaram ao veículo do empresário, que saiu em alta velocidade pela avenida Armando de Salles Oliveira e colidiu com a parte traseira do veículo Fiat/Uno da família das vítimas.

O motorista, que perdeu a esposa e filho no acidente manifestou ao Ministério Público o desejo de representar criminalmente contra o acusado. A reportagem do JP não conseguiu entrar em contato com a defensora do empresário.

Cristiani Azanha

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