Raquel fala da importância de ações destinada aos surdos. (foto: Claudinho Coradini/JP)

O Encontro de Surdos, realizado no último domingo na Câmara de Vereadores, contou com a presença das professoras Mariana Campos e Raíssa Tostes da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), que incentivaram a criação de uma associação para os deficientes auditivos na cidade.

O mês de setembro é considerado especial para a comunidade de surdos no Brasil, pois comemora o dia Língua de Sinais e também a criação do INES (Instituto Nacional de Educação dos Surdos).

A professora mestra, Raíssa Tostes, comentou sobre a motivação que a levou a criar a campanha do “Setembro Azul”, que dá visibilidade para a comunidade de surdos. Além disso, ela reforçou a importância de uma Central de Intérpretes de Libras, que funcionaria como um serviço público. “O surdo teria um local para buscar assistência em caso de precisar de atendimento médico, por exemplo”, disse.

A professora e doutora, Mariana Campos, enfatizou que as ações do grupo devem ser planejadas na criação de uma associação. “Ali, vocês terão mais estrutura, poderão atuar na capacitação de novos profissionais, na representação do movimento, além de contribuir na organização do movimento de surdos em Piracicaba”, disse.

Além disso, a professora explicou para os presentes os passos necessários para a criação da associação. Para a deficiente auditiva, Raquel Moreno, colocar em prática todas as questões da diversidade surda e saber que cada surdo tem acessibilidades diferentes é o principal problema, no entanto, ela enfatiza que iniciativas como essa são importantes, desde que sejam planejadas e que consigam atingir toda a parcela da diversidade surda existente. “A comunicação é a parte integrante no desenvolvimento do ser humano e a falta dela tem inúmeras consequências no que se refere a desenvolvimento emocional, social e intelectual”, pontuou.

Isabella Ercolin
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