Engenheira denuncia abandono dos gatos no campus

Foto: Alessandro Maschio/JP

A engenheira agrônoma Patrícia Fabretti Kreyci denunciou ontem a situação de abandono em que vivem os gatos no campus da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). Ela contou que o problema tem sido negligenciado por muitos anos na cidade. Segundo Patrícia há alguns anos, um levantamento apontou a existência de cerca de 600 gatos no campus. “Hoje, com certeza esse número já passa dos 1000. Já houve uma associação de proteção dos gatos, organizada pela própria Esalq, mas não funcionava bem e foi abandonada há algum tempo”, apontou.

A engenheira disse que uma ONG (Organização Não Governamental) alimentava boa parte dos animais mas, com a pandemia de covid-19, o acesso foi totalmente bloqueado e a alimentação dos gatos foi abandonada.

Ela disse que é necessário uma iniciativa para resolver o problema de forma eficiente. Patrícia sugere convidar alunos residentes da Faculdade de Veterinária da USP (Universidade de São Paulo) para fazer castrações no local, firmar parceria com veterinários envolvidos na causa animal na cidade, fazer acompanhamento dos gatos já castrados, com microchip e avaliação de saúde, criar pontos de alimentação e água pelo campus, responsabilizar a unidade pela alimentação dos animais, ou montar um gatil e transferir os gatos para um lugar seguro e confortável, fazer um mutirão de castrações antes da primavera, separar um local para as mães e os filhotes, e organizar feiras de adoção.

“A situação atual dos animais é crítica e precisa de uma intervenção urgente para evitar ainda mais sofrimento e o crescimento descontrolado da população felina”, apontou a engenheira.

A vereadora e protetora Alessandra Bellucci (Republicanos) disse ontem que a falta de políticas públicas, como as que estão em andamento atualmente, agravou os núcleos de gatos na cidade. “Nunca houve a visão do órgão competente, as parcerias eram de baixa complexidade e a carga pesada ficava para os protetores”, afirmou a parlamentar.

Alessandra também citou a falta de projetos de conscientização para as pessoas que trabalham com animais de rua. “Não há orientação, não temos conscientização para nada, nem para castração, bem-estar e controle populacional dos núcleos de gatos”, criticou.

A Esalq foi procurada e a assessoria de imprensa informou que a questão foi encaminhada à prefeitura do campus. Não houve retorno até o fechamento desta matéria.

Beto Silva
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