Entidades comerciais concordam com restrição noturna na cidade

Restrição determina proibição de funcionamento somente das 23h às 5h | Foto: Amanda Vieira/JP

Críticas às muitas medidas restritivas no combate ao covid-19 do Governo do Estado de São Paulo, associações comerciais da cidade, como Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) e a CDL (Câmara Dirigentes Logísticos), no entanto, classificam como positivo o ‘toque de recolher’ que começou na noite de sexta-feira (26), um decreto que proíbe funcionamento de estabelecimentos e circulação de pessoas em vias públicas das 23h às 5h, a princípio até o dia 14 de março.

Luiz Carlos Furtuoso, presidente da Acipi, e Reinaldo Pousa, presidente da CDL, destacam que a restrição vai ter pouco impacto no comércio. “Uma restrição em um horário que não tem muito estabelecimento na cidade, porque bares e restaurantes podem funcionar até 20h, e comércio geralmente até 18h”, lembra Furtuoso.

No entanto, o presidente da Acipi faz considerações sobre a medida restritiva. “Pode atrapalhar quem trabalha em alguma atividade além das 23h ou aquela pessoa que precisa sair de casa por diversas razões”.

Mas ambos os mandatários atuais das entidades comerciais ressalta que a toque de recolher vai ser benéfico principalmente para coibir as festas clandestinas, que eles apontam como as grandes ‘vilãs’ na disseminação da doença do novo coronavírus. “Para comércio, o impacto vai ser pequeno, mesmo, mas vai ser duro para quem faz festa”.

Pousa completa a visão de Furtuoso. “É algo que falamos há tempos, que são as festas clandestinas os principais problemas neste momento da pandemia, estes eventos que acontecem sem autorização e fora de hora. Que bom que o governo entendeu que o comércio não é o culpado pela circulação do vírus”.

E para Acipi e CDL, o governador João Doria ainda tem muito a fazer pelo setor. “Uma alternativa, no entendimento da Acipi, seria deixar bares e restaurantes abertos até 22h ou 22h30, para que 23h fosse respeitado e dar um pouco mais de tempo de trabalho aos empresários”, afirma Furtuoso. “O governador poderia liberar bares e restaurantes por mais duas horas, fechar 22h e dar tempo de uma hora das pessoas irem para casa”, completa Pousa.

Erick Tedesco | [email protected]

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